Marcos D'Paula/AE
Marcos D'Paula/AE

Seleção treina com bola diferente para jogo em Quito

A seleção brasileira é patrocinada pela Nike e, por isso, utiliza dezenas de bolas da marca norte-americana nos treinos. Nesta semana, curiosamente, a equipe do Brasil está sendo obrigada a trabalhar também com o produto da principal concorrente, a Adidas. No jogo contra o Equador, domingo, em Quito, pelas Eliminatórias da Copa, a bola a ser utilizada será da fabricante alemã de materiais esportivos.

AE, Agencia Estado

25 de março de 2009 | 20h32

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Foram disponibilizadas 20 bolas da Adidas pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF) nestes dias de preparação na Granja Comary, em Teresópolis (RJ). E as opiniões sobre a bola são divergentes entre os jogadores da seleção. Enquanto os goleiros reclamam, os atacantes festejam. Afinal, explicam os atletas, ela é mais leve que a da Nike.

"Essa bola é rápida demais", comentou Julio Cesar, que vive a melhor fase da carreira. O goleiro da Internazionale lembrou que a tendência, nos mais de 2.800 metros de altitude de Quito, é de que a velocidade aumente ainda mais por causa do ar rarefeito.

Robinho, ao contrário, observou que para ele, Luís Fabiano e os outros atletas com a responsabilidade de finalizar, a bola mais leve é favorável. "Para quem joga na linha, é melhor, porque o chute sai mais forte", explicou o atacante.

A altitude de Quito voltou a ser assunto comentado entre os jogadores nesta quarta-feira, como ocorre sempre que há confrontos em regiões mais altas. A exemplo do que vem ocorrendo nos últimos anos, a seleção brasileira deixará para chegar à capital equatoriana apenas momentos antes da partida, no domingo - ficará concentrada em Guayaquil.

"Esperamos repetir o bom jogo que fizemos contra o Equador no primeiro tempo", afirmou Elano, referindo-se à goleada brasileira por 5 a 0 no Maracanã, em 17 de outubro de 2007, pela primeira fase das Eliminatórias da Copa, com uma grande atuação do trio Ronaldinho Gaúcho, Kaká e Robinho.

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