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Seleção vai enfrentar frio e desentrosamento na Suíça

Ronaldinho pareceu um dos mais entusiasmados do grupo que chegou neste domingo a St. Gallen

Andrei Netto - Enviado Especial, estadão.com.br

26 de fevereiro de 2012 | 20h53

 ST. GALLEN - O frio e o desentrosamento, além da Bósnia-Herzegóvina, serão os adversários do Brasil no amistoso desta terça-feira, em St. Gallen, na Suíça. A preparação para o jogo, que abre a temporada, começou na noite de domingo, quando os primeiros cinco jogadores do elenco (Neymar, Ganso, Rafael, Leandro Damião e Ronaldinho, além do técnico Mano Menezes) chegaram à concentração. Somente nesta segunda os demais convocados se reúnem para o único treinamento da equipe, a ser realizado sob uma temperatura de zero grau e com risco de neve.

Os primeiros a chegar ao Hotel Säntispark, em St. Gallen, a 80 quilômetros de Zurique, foram Neymar, Ganso e Rafael, liberados após jogarem sábado pelo Santos, e Damião, sem compromisso pelo Inter.

Duas horas depois, foi a vez de Ronaldinho e de Mano enfrentarem o frio. Nas ruas da cidade, a neve acumulava nas calçadas e a previsão era de mais ao longo desta segunda-feira, quando os jogadores que participaram dos jogos do domingo e os vindos dos clubes europeus se juntam à delegação, comandada por Andrés Sanchez.

Na chegada, Neymar não fez comentários sobre a Bósnia. O adversário mais comentado foi a temperatura. "Esse frio todo eu não esperava. Nunca joguei na neve. Com frio, já é muito ruim", brincou, ressaltando que seu objetivo é começar bem o ano da Olimpíada de Londres e buscar no meio do ano o troféu que o futebol brasileiro ainda não tem.

Satisfeito com o resultado do Santos sábado, ele comemorou sua atuação na goleada de 6 a 1 sobre a Ponte Preta e disse que espera repetir a performance ao lado de Ganso pela seleção. "O Ganso sempre bem é bom demais. Quando ele está bem não tem para ninguém."

Vindo no avião seguinte, Ronaldinho também enalteceu a oportunidade de jogar ao lado de Neymar e de se preparar para aquela que pode vir a ser a sua terceira Olimpíada. "Me agrada muito atuar ao lado dele, porque é um dos melhores e mais talentosos do mundo. Espero ajudá-lo, assim como a todos os meus outros companheiros da seleção", disse o astro do

Flamengo.

Sobre a possibilidade de representar o Brasil em Londres, Ronaldinho fez questão de demonstrar motivação. "É uma grande competição. É claro que estamos motivados para chegar lá", disse. "Vou fazer a minha parte para estar nessa competição mais uma vez."

Questionado sobre sua fase em 2012 com as disputas anteriores, o craque evitou comparações. "É um momento novo, diferente. Espero que eu possa me adaptar com os novos jogadores para render bem."

SILÊNCIO

Se os comentários foram fartos sobre os Jogos Olímpicos de Londres, o mesmo não se pode dizer sobre a crise que mais uma vez atinge a Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Perguntado sobre a possibilidade de renúncia de Ricardo Teixeira e sobre as novas suspeitas de corrupção que o envolvem, Neymar saiu pela tangente. "Eu procuro fazer o meu trabalho, procuro me preparar e ficar bem para jogar."

Ganso, por sua vez, garantiu que nem acompanha as notícias sobre o novo escândalo e que, por isso, não poderia falar a

respeito.

Sanchez também descartou qualquer comentário. Demonstrando impaciência, ele decidiu não falar com a imprensa, prometendo responder às perguntas durante a coletiva desta segunda.

JOGO

Brasil e Bósnia, do astro Edin Dzeko, jogam nesta terça-feira na AFG Arena, um estádio moderno, mas pequeno, com capacidade para apenas 17,5 mil lugares. Até ontem, 16 mil haviam sido vendidos, segundo os organizadores.

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