Seleção vai ficar de olho na arbitragem

A pressão que o Brasil começou a fazer assim que terminou o jogo do Chile contra o Paraguai na terça-feira à noite deu resultado e hoje à tarde a Conmebol (Confederação Sul-Americana de Futebol) confirmou a escalação do árbitro argentino Cláudio Martin para a partida decisiva de amanhã. "Pelo que vi, o argentino era a melhor opção para dirigir um jogo tão importante como Brasil e Chile. Tenho certeza de que ele não vai se intimidar com a pressão da torcida e terá uma atuação imparcial", disse Branco, o chefe da delegação brasileira. A desastrada atuação do colombiano Fernando Paneso na vitória do Chile sobre o Paraguai por 3 a 2 havia deixado a Seleção muito preocupada com a arbitragem. O temor era de que o árbitro designado para o jogo fosse "caseiro" como foi Paneso. A comitiva brasileira que esteve no estádio terça-feira à noite - Branco, a comissão técnica e alguns jogadores - achou que Paneso favoreceu muito o time da casa. Argumentam que o pênalti que originou o primeiro gol não existiu, que só houve rigor na distribuição de cartões para os paraguaios, que em lances duvidosos o árbitro marcava sempre para o Chile e que houve um momento da partida em que os anfitriões ficaram com 12 jogadores em campo. "Deixar o Chile ficar um minuto jogando com 12 foi ridículo. Isso não pode acontecer numa competição tão importante e só mostra que o árbitro estava completamente perdido. Esperamos que a Conmebol escale um árbitro de pulso para o nosso jogo", afirmou Branco ainda no estádio. A escolha de Cláudio Martin foi um alívio para ele. "Esse juiz apitou Brasil e Uruguai e foi muito bem." O argentino também dirigiu o confronto entre Chile e Uruguai. Os árbitros que estão apitando os jogos da chave em Concepción são dos países que estão jogando em La Serena. Além de Cláudio Martin e Paneso (trabalhou em Brasil e Venezuela), as opções eram o boliviano René Ortubé, os peruanos Gilberto Hidalgo (dirigiu Brasil e Paraguai) e Victor Rivera e o equatoriano Pedro Ramos. O Chile usa uma tática manjada, muito comum também no Brasil, para pressionar a arbitragem: seu banco de reservas fica atrás do bandeirinha. No jogo de terça-feira, houve um lance no primeiro tempo que mostra bem a "utilidade" da localização do banco. Depois de uma cabeçada em que a bola tocou no travessão paraguaio e quicou perto da linha, o técnico Juvenal Olmos e alguns auxiliares correram para cima do bandeira pedindo o gol - naquela altura, o jogo estava 0 a 0. Um deles chegou a correr lado a lado com o auxiliar enquanto ele voltava para a intermediária acompanhando a saída da defesa paraguaia.

Agencia Estado,

14 de janeiro de 2004 | 15h42

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