UESLEI MARCELINO | REUTERS
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Seleção viaja para estreia de Tite no Equador

Treinador vai estar pela primeira vez no comando do time que está fora da zona de classificação para a Copa de 2018

Marcio Dolzan, O Estado de S.Paulo

27 Agosto 2016 | 17h00

O técnico Tite começa neste domingo a concretizar um sonho pessoal que tem como maior risco a chance de se tornar um pesadelo de proporções inimagináveis ao futebol brasileiro – o de ficar fora de uma Copa do Mundo de 2018, na Rússia. Às 19 h, o ex-treinador do Corinthians embarca no Aeroporto Internacional do Rio com parte da equipe brasileira que convocou para os dois próximos jogos nas Eliminatórias, os primeiros sob seu comando. Amanhã, já no Equador, ele comanda o primeiro treino no cargo.

O grupo só estará completo na segunda-feira, em Quito, onde a seleção jogará na próxima quinta-feira. Até lá, serão apenas três treinos, dois no Estádio Casablanca e o último no Estádio Olímpico Atahualpa, local do jogo contra os equatorianos.

A missão de Tite é complicada. Ele pega a seleção em sexto lugar na tabela de classificação das Eliminatórias, fora até mesmo da repescagem para a Copa da Rússia. O Equador é vice-líder da competição, enquanto a Colômbia, adversário do próximo dia 6, em Manaus, é quinto colocado. A estreia será na altitude de Quito, 2.850 m acima do nível do mar. E o tempo de treinos é bastante curto.

“São dois jogos com alto grau de dificuldade. Duas equipes montadas, com nível de confiança, transições rápidas, qualidade técnica”, avaliou Tite. “É um grau de dificuldade alto, mas tem que olhar o rival sempre. Vamos olhar as virtudes do adversário e cuidar disso também”, completou.

Apesar dos percalços, Tite já avisou que não vai se esconder atrás deles caso haja um tropeço nestas duas rodadas. “Eu não gosto de ser o cara que sempre deixa o tijolinho armado para dar a desculpa, de ser o pessimista nem de ser o cara que fala que está tudo bem ou fica fascinado. Precisamos entrar na zona de classificação, ter resultado”, declarou o técnico.

Apostas. A trajetória de Tite começa com um time formado por sete campeões olímpicos e algumas apostas pessoais, casos do volante Paulinho, do meia Giuliano e do atacante Taison, jogadores que passaram pelo seu comando em equipes brasileiras, mas que há muito tempo não eram convocados – Taison, ex-Internacional, aliás, foi chamado pela primeira vez.

Entre os 23 jogadores escolhidos, o treinador fez uma mescla de experiência e juventude. Sete jogadores atuaram mais de 40 vezes pela seleção principal – o lateral-direito Daniel Alves é o recordista, tendo sido convocado 122 vezes –, enquanto cinco jogadores recebem a primeira chance.

O próprio Tite admitiu na segunda-feira passada, quando anunciou os convocados, que essa primeira lista não era formada pelos jogadores que levaria para a Copa do Mundo caso a competição fosse disputada hoje. O grupo foi prejudicado por lesões ou atletas fora de ritmo, em especial os que atuam na Europa. Mas o técnico fez questão de afirmar que confia no elenco, tanto que incluiu sete atletas olímpicos antes mesmo de saber o desfecho da competição – a lista fora enviada à Fifa na véspera da semifinal dos Jogos Olímpicos do Rio, contra Honduras.

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