Seleção viaja segunda para a Colômbia

O atacante Élber, do Bayern de Munique, não vai se apresentar nesta segunda-feira à tarde ao técnico Luiz Felipe Scolari e embarcar com a seleção brasileira para a disputa da Copa América, na Colômbia, que começa quarta-feira. O jogador foi coagido pelos dirigentes do clube alemão e voltou para a Alemanha. "Estou sendo obrigado a ir. Meu medo é que, se eu for, não poderei estar de volta a tempo na segunda", explicou atleta, no sábado à noite, antes de deixar o Brasil. Ele ainda tentou falar com alguém da comissão técnica do time do Brasil, mas seu esforço foi em vão.Outro que viveu um problema semelhante ao de Élber foi o atacante Jardel. Porém, seu caso teve um final feliz. Como seu passe está em fase final de negociação com o Olympique de Marselha, o clube francês exigia que ele se apresentasse nesta segunda-feira. "Nossa prioridade é a seleção. Somente eu irei para a França contornar a situação", explicou o procurador do atleta, Luís Viana.Segundo o empresário, o Olympique ameaçou desistir da negociação porque Jardel preferiu se apresentar à seleção. Luís Viana explicou que o clube francês havia preparado uma grande festa para a assinatura do contrato e a apresentação do atacante à torcida nesta segunda-feira. Mas, o problema foi contornado e ele viajará com a seleção para a Colômbia.Scolari vem enfrentando sucessivos problemas com os clubes europeus, que resistem em liberar seus jogadores para a seleção.Para partida pelas Eliminatórias da Copa de 2002, o Barcelona não cumpriu o "acordo" com o presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ricardo Teixeira, e não liberou o meia Rivaldo na data prevista.O pivô da nova crise foi o vice-presidente do Bayern, o ex-jogador Karl-Heinz Rummenigge, que além de exigir o retorno de Élber, informou que não vai liberá-lo para a disputa da Copa América. O coordenador-técnico da seleção, Antônio Lopes, contestou o dirigente alemão, afirmando que ele não conseguirá seu objetivo, pois se trata de uma competição oficial da Fifa. Caso insista em não liberar o atacante, o Bayern poderá ser punido.

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