Seleções da Copa do Mundo aprovam plano de segurança

Representantes das 32 equipes que vão disputar o Mundial não pediram garantias especiais de proteção, diz Fifa

Paulo Favero, O Estado de S. Paulo

21 de fevereiro de 2014 | 05h28

FLORIANÓPOLIS - A Fifa apresentou na quinta-feira para as 32 seleções que vão disputar a Copa o plano de segurança para o torneio e garantiu que nenhuma está com receio de vir ao Brasil por causa do possível clima de instabilidade social. "Ninguém falou que está com medo ou com receio de manifestações. Também nenhuma seleção pediu garantias", diz Ralf Mutschke, diretor de segurança da Fifa.

Durante a Copa das Confederações, quando os protestos começaram, as seleções europeias ficaram incomodadas e nos bastidores cogitaram a possibilidade de deixar o País. Na quinta-feira, os representantes do governo brasileiro tiveram de responder a perguntas na apresentação do plano de segurança. Segundo Mutschke, todas as questões foram debatidas.

No próprio evento-teste do Mundial, no ano passado, a Fifa passou a fazer parte da reclamação dos manifestantes. Houve casos de incidentes com ônibus com logotipo da entidade e nos hotéis oficiais da competição, mas o dirigente coloca um ponto final nessa história.

"A Fifa não está vindo com menos pessoas, muito pelo contrário. Também não estamos escondendo nossos planos. Além disso, não nos sentimos alvo dos manifestantes. Toda a situação começou com o aumento da tarifa de ônibus e naquele período tudo era alvo. Os manifestantes tiraram proveito do torneio e exploraram os temas como corrupção e outros assuntos. Estamos orgulhosos de estar aqui", diz.

O dirigente revela que os representantes dos Estados Unidos que estavam na reunião relataram que, na passagem por São Paulo em janeiro, quando a seleção ficou dez dias no CT da Barra Funda, não houve qualquer problema quanto à segurança. "Eles disseram que ficaram satisfeitos com a segurança. Foi isso que eles expressaram na reunião. Eu tenho fé na capacidade e no conhecimento das agências de segurança do Brasil. Existe um comprometimento grande nisso que me faz acreditar que teremos uma Copa segura."

CONTINGENTE

O plano de segurança da Copa consiste no uso de 150 mil profissionais de segurança pública e das Forças Armadas, além de 20 mil agentes privados. A maior preocupação é em relação às possíveis manifestações que podem ocorrer durante a competição. "O governo tem grande preocupação, mas não é com a manifestação em si, mas em prevenir e coibir as ações violentas nesses eventos", revela Andrei Rodrigues, secretário Extraordinário de Segurança para Grandes Eventos do Ministério da Justiça.

O investimento federal total em segurança será de R$ 1,9 bilhão, sendo que R$ 1,17 bilhão virá do Ministério da Justiça e R$ 708 milhões serão do Ministério da Defesa. No plano apresentado na quinta-feira, foi explicado que um profissional de segurança será responsável por cada delegação. Segundo Hilário Medeiros, gerente de segurança do COL, esses profissionais farão a ligação entre as equipes e os organizadores do evento.

"São profissionais que tiveram 30 anos na atividade pública. O critério que o Comitê utilizou foi buscar profissionais do exército, polícia militar, delegados e agentes do ministério da Justiça. Eles atendem o requisito de disciplina e hierarquia. A partir de agora começam a fazer um trabalho de ligação das delegações. Ainda por cima, todos falam inglês e alguns ainda falam a língua do país que vão auxiliar."

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.