Sem acordo, Palmeiras desiste de contratar Falcão

SÃO PAULO - A primeira tentativa feita pelo Palmeiras de contratar um treinador que está desempregado não deu certo. Depois de 24 horas de negociação com Paulo Roberto Falcão, o clube desistiu nesta terça-feira de trazê-lo para o lugar de Felipão. O negócio fracassou por dois motivos: salário e tempo de contrato. Falcão pediu R$ 500 mil por mês, valor considerado absurdo pela diretoria palmeirense, e queria assinar até dezembro de 2013 - o clube lhe propôs um vínculo só até o fim do Campeonato Brasileiro.

Daniel Akstein Batista, Agência Estado

18 de setembro de 2012 | 22h01

Falcão queria um contrato mais longo para poder planejar a próxima temporada e ter mais tempo para implantar suas ideias. Ele se comprometia a ficar no cargo mesmo que não conseguisse evitar o rebaixamento para a Série B porque queria disputar a Copa Libertadores (o Palmeiras está classificado por ser o campeão da Copa do Brasil) e assumiria a missão de reconduzir o time à elite.

"A empreitada não me assustaria. A minha ideia era ter um trabalho de continuidade, até mesmo se o Palmeiras estivesse na Série B, porque 2013 será um ano importante para a história do clube, com a Libertadores e a Arena", disse Falcão, em entrevista ao programa Cartão Verde, da TV Cultura. "Mas o Palmeiras entrou em contato e disse que não teria condições de me oferecer algo além de três meses, por causa das eleições."

A negociação havia sido iniciada na noite de segunda, quando representantes palmeirenses encontraram com o treinador em Porto Alegre. O Palmeiras ofereceu um contrato de apenas três meses porque em janeiro haverá eleição para presidente do clube e a diretoria comandada por Arnaldo Tirone não sabe se continuará no poder. Mas o que mais pesou para que o acordo não fosse fechado foi o valor do salário pedido por Falcão - mais do que o dobro do proposto pelo Palmeiras.

"Ele não vale o que pediu. Foi um grande jogador, mas o que ganhou como técnico?", disse um diretor, que preferiu não ter o nome divulgado. "O problema é que muita gente quer ganhar perto do que o Felipão ganhava (R$ 700 mil). Mas o Felipão era campeão do mundo".

Antes de ir atrás de Falcão, o Palmeiras tentou contratar Jorginho, que está trabalhando no Bahia. Mas o clube baiano não aceitou liberá-lo. Emerson Leão (São Caetano) e Gilson Kleina (Ponte Preta), que também interessavam, foram riscados da lista por estarem empregados. A diretoria decidiu concentrar esforços em treinadores que estão sem clube e o primeiro em que mirou foi Falcão.

A busca por um substituto para Felipão voltou para a estaca zero. Nomes como Sérgio Guedes, Caio Júnior, Sérgio Soares e até Renato Gaúcho são citados no clube, mas não se sabe qual será o próximo a ser tentado.

 

Atualizado às 22h14

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