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Sem apoio, Crac fecha as portas e promete desistir da Série C

Clube de Goiás não consegue dinheiro para pagar despesas com salários, viagens e impostos e diz que vai abrir mão da competição

Estadão Conteúdo

12 de agosto de 2014 | 19h50

A falta de apoio ao futebol brasileiro pegou mais um clube de surpresa. Nesta terça-feira, o Crac, de Catalão (GO), confirmou que fechará as portas e desistirá da disputa do Campeonato Brasileiro da Série C - a terceira divisão nacional. O motivo, segundo o presidente do clube, Elson Barbosa, é a falta de dinheiro para pagar as despesas com salários, viagens e impostos.

Rebaixado da Série C no ano passado, o time de Catalão só ganhou o direito de disputar a terceira divisão nacional deste ano após decisão do STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva), que puniu o Betim-MG, hoje Ipatinga, com o rebaixamento por ter acionado a Justiça Comum. Na época, o clube de Catalão lutava pela vaga com o Tiradentes-CE, Brasiliense-DF e Metropolitano-SC.

"Durante toda a sua existência, o Crac recebeu apoio da Prefeitura de Catalão, que inclusive bancou o time no Campeonato Goiano deste ano. Quando vimos a oportunidade de disputar a Série C, esperávamos este dinheiro, que não veio. Amanhã (quarta) vou enviar um ofício à Federação Goiana comunicando a nossa desistência", explicou Elson Barbosa.

O Crac pode ser punido com até dois anos sem poder disputar qualquer competição por infringir o artigo 21 do Regulamento Geral de Competições da CBF, que diz que "um clube poderá desistir de disputar o Campeonato Brasileiro da Série C de 2014, desde que o faça com uma antecedência mínima de 30 dias do início da competição, explicando os motivos através de ofício dirigido à sua federação".

Ciente da punição, o presidente do Crac já admite que o clube pode fechar as portas. "Hoje o clube está de portas fechadas. Seremos punidos com dois anos sem poder disputar alguma competição e não tem porque manter o clube assim", disse.

O técnico Moisés Egert já foi comunicado da decisão da diretoria e, inclusive, já fala como ex-treinador. Ele lamentou o ocorrido e valorizou a determinação dos jogadores durante a Série C. O elenco nem treinou nesta terça e está dispensado. "É uma pena. Estava acreditando que o Crac faria uma boa competição. Mesmo com as complicações financeiras, estávamos trabalhando bastante para colocar o time na briga pelo G4. Antes do (jogo contra o) Cuiabá, estávamos há quatro jogos sem perder. Zona de rebaixamento só pela perda dos pontos", disse o treinador, citando a punição imposta ao clube com a perda de três pontos pela escalação irregular do jogador Tiago Sala contra o Cuiabá-MT, pela primeira rodada.

O Crac abandona a Série C na zona de rebaixamento do Grupo A, na nona posição, com oito pontos. Só está na frente do Águia, de Marabá (PA), com a mesma pontuação, mas melhor saldo de gols: -3 a -6.

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