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Sem brilho, São Paulo passa pelo Marília por 2 a 1 em jogo-treino

Muricy Ramalho muda pouco o time em relação a 2013 e escala Osvaldo e Luis Fabiano no ataque

Fernando Faro, Agência Estado

14 de janeiro de 2014 | 12h09

SÃO PAULO - Foi só o primeiro teste, mas deu para perceber que Muricy Ramalho terá muito trabalho para fazer o São Paulo ser um time competitivo. A vitória por 2 a 1 sobre o Marília não ajudou a esconder os mesmos defeitos que foram apresentados no ano passado. Falta de criatividade, erros de posicionamento e poucos brilhos individuais foram a marca da equipe na primeira etapa, quando os titulares foram a campo.

Pelo que mostrou na escalação inicial, Muricy mudará muito pouco a equipe nas primeiras rodadas do Campeonato Paulista. O time começou com Rogério Ceni; Luis Ricardo, Rodrigo Caio e Reinaldo; Wellington, Denilson, Maicon e Paulo Henrique Ganso; Osvaldo e Luis Fabiano. Se em nomes a escalação é bem parecida, a disposição tática foi bastante diferente e extremamente confusa em diversos momentos.

Wellington, por exemplo, jogou grande parte do tempo adiantado pela ponta direita e ficou visivelmente deslocado enquanto Denilson fez papel de terceiro zagueiro para sair com a bola, função executada por Rodrigo Caio no ano passado. As alterações não surtiram efeito e o time continuou na mesma toada de 2013 e errando muitos passes, com Ganso e Maicon sobrecarregados na criação. E na única chance que o Marília teve, Leandro Costa aproveitou falha de marcação e tocou na saída de Rogério para fazer 1 a 0. 

A partir daí, o São Paulo melhorou um pouco, mas longe de mostrar um futebol consistente. Osvaldo acelerou o jogo pela esquerda e acabou abrindo alguns espaços, mas o atacante segue longe de reencontrar a melhor forma. Como os companheiros não ajudavam, Ganso resolveu sozinho e bateu com categoria de fora da área para empatar. Minutos depois foi a vez de Rogério Ceni garantir a vitória após cobrar pênalti com cavadinha, em lance onde Luis Fabiano foi derrubado sem falta.

CAÑETE BRILHA

No segundo tempo, Muricy trocou o time todo e o jogo caiu de produção por causa da falta de entrosamento. Quem aproveitou a oportunidade foi o argentino Marcelo Cañete, que voltou de empréstimo da Portuguesa e foi responsável pelos principais lances de perigo. Jadson, que terminou o ano em baixa, teve alguns bons momentos e formou parceria interessante com o argentino.

O Marília ainda teve algumas chances de empatar, mas o São Paulo acabou saindo vencedor. Um jogo sem importância pelo resultado, mas que serviu para mostrar que o São Paulo está a léguas de distância de inspirar confiança.

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