Fadi Al Assaad/Reuters
Fadi Al Assaad/Reuters

Sem churrasco e pagode, Lucas sofre para se adaptar a Paris

Atacante do PSG diz que problemas de adaptação à Europa atrapalharam o seu rendimento em campo

Raphael Ramos, O Estado de S.Paulo

10 de março de 2014 | 16h04

SÃO PAULO - Autor de 33 gols em 128 jogos pelo São Paulo, Lucas balançou as redes apenas três vezes em 54 partidas pelo Paris Saint-Germain. A expectativa de que o atacante iria “estourar” na França não se confirmou. E o jogador admite que problemas de adaptação à Europa atrapalharam o seu rendimento em campo.

“A principal dificuldade foi fora do campo, me adaptar à vida em Paris. Sou um cara muito família, sempre me reúno com os amigos. Sinto muita falta das reuniões em família, do churrasco e do pagode. Aqui não tem essa cultura”, disse o jogador em teleconferência da qual o Estado participou.

Depois de decepcionar na Copa das Confederações e ficar de fora das duas últimas convocações da seleção brasileira, Lucas ainda confia que pode disputar a Copa do Mundo. “O Felipão está sempre de olho e, na minha opinião, ele ainda não fechou a lista”, afirmou.

Lucas, no entanto, reconhece que a disputa é acirrada. “O Brasil tem muitas opções em todas as posições. Na Copa, o treinador pode optar por um jogador que faça mais de uma função, um coringa. Na minha posição tem o Ramires, o Hulk, que está muito bem, o Bernard, que tem um estilo parecido com o meu, o Robinho e o Willian, que também é um grande jogador. O Brasil está bem servido nessa posição.”

No PSG desde janeiro do ano passado, Lucas se vê hoje como um jogador mais “tático”. Na França, ele diz que aprendeu a jogar mais coletivamente e menos individualmente. E acha que isso pode lhe ajudar a retornar à seleção. “Estou me dedicando muito mais à parte tática e ao meu posicionamento para ajudar a equipe. Aqui eles cobram muito isso e a marcação é muito forte. No Brasil eu tinha muito mais espaço para jogar”, disse.

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