Sem clube, Rivaldo está fora da seleção

A relação de Rivaldo com a seleção brasileira chegou ao pior momento desde a final do Mundial de 2002, no Japão. Ou ele volta rapidamente a jogar por um clube brasileiro ou da Europa ou estará fora da equipe dirigida pelo técnico Carlos Alberto Parreira. E isto já vale para o confronto com o Paraguai, dia 31 de março, pelas eliminatórias da Copa do Mundo da Alemanha. A situação delicada de Rivaldo, sem atividades regulares, abre mais ainda o caminho de Kaká na luta por uma vaga de titular na seleção.Informalmente, Parreira anunciou nesta segunda-feira cinco dos convocados para a partida em Assunção: Dida, Cafu, Roberto Carlos, Ronaldo e Kaká. Disse isso ao lembrar que haverá rodada dos campeonatos da Itália e Espanha no domingo que antecede ao jogo com o Paraguai, marcado para uma quarta-feira, preocupado com a liberação dos atletas.Em entrevista na sede da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Parreira reafirmou o respeito e admiração por Rivaldo. Mas deixou claro que não pode se dar ao luxo de levar para uma partida classificatória de Copa do Mundo, "com dois ou três treinos preparatórios", atleta que não esteja atuando nem treinando em clube. "Eu não quero aqui falar se o Rivaldo vai ou não ser chamado. Mas é óbvio que tem de estar jogando." Rivaldo foi convocado para as partidas contra Peru e Uruguai, em novembro de 2003, também pelas eliminatórias. Estava sem jogar pelo Milan, com quem rescindira contrato em setembro. De acordo com Parreira, o que determinou a presença do craque naquela oportunidade foi o fato de ele estar "treinando com regularidade", mesmo que à parte, no Milan.Rivaldo esteve ausente da lista mais recente de Parreira, para amistoso contra a Irlanda, porque havia uma justificativa. O Cruzeiro tinha um compromisso pela Taça Libertadores da América e não cedeu nenhum jogador.O pentacampeão mundial deixou o Cruzeiro na semana passada e pode vir a atuar no Catar ou no futebol asiático - clubes do Japão, por exemplo, têm interesse em contratá-lo. Ainda assim, não teria condições de voltar à seleção. Embora sem afirmar isso, Parreira foi enfático ao dizer que as competições e o nível técnico do futebol nesses países são muito baixos. "No Japão, eu teria o Zico e o Cerezo para me deixar atualizado. Uma coisa, porém, é ver e a outra é ler ou ouvir. O acompanhamento seria difícil e não dá para comparar o futebol de lá com o da Europa. No Catar seria mais complicado ainda."

Agencia Estado,

01 de março de 2004 | 19h56

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