Sem comprador, Parma confirma falência e terá que disputar 4ª divisão

Um dos mais fortes times da década de 90 na Itália, o Parma chegou ao fundo do poço. Como já era esperado, o clube confirmou a falência declarada em março depois que se viu sem nenhum comprador interessado em adquiri-lo no prazo final dado pela Justiça do país, nesta segunda-feira. Com isso, terá que mudar de nome e disputar a quarta divisão do futebol nacional.

Estadão Conteúdo

22 de junho de 2015 | 13h08

A esperança do Parma de evitar a falência e a queda para as divisões inferiores do futebol nacional se esvaíram quando Mike Piazza desistiu de adquirir o clube. O ex-jogador da Major League Baseball (MLB) nos Estados Unidos chegou a manifestar o interesse na compra, mas voltou atrás.

Tratava-se da última esperança do Parma, que sonhava com alguém que assumisse as milionárias dívidas adquiridas nos últimos anos. "Nas próximas horas, os administradores vão se encontrar com a comissão do credor e o juiz Pietro Rogato para fazer os acordos necessários para os procedimentos de falência", explicou o clube em comunicado.

Em março, o Parma declarou falência depois que as dívidas chegaram a mais de 200 milhões de euros. O clube foi vendido duas vezes na última temporada e precisou de ajuda financeira da liga italiana e da federação de futebol do país para ter condições de terminar sua campanha no campeonato nacional.

Duas partidas do Parma na competição chegaram a ser adiadas depois que o clube declarou não ter condições de lidar com as despesas básicas para realizá-las. No total, o time perdeu nove pontos na tabela por conta dos problemas financeiros e acabou na última posição. Rebaixado, a esperança era reunir dinheiro suficiente para se registrar na segunda divisão, o que não aconteceu.

O Parma chegou a negociar com dois interessados nas últimas semanas. Mas no domingo, um grupo local liderado pelo empresário Giuseppe Corrado, dono de uma cadeia de cinemas na Itália, desistiu. Momentos depois, foi a vez de Mike Piazza anunciar que não tinha mais interesse na compra.

Foi a última esperança de um clube que atingiu seu auge na década de 90. Municiado pelos milhões da Parmalat, o Parma se firmou como um dos grandes times do país, com nomes como Buffon, Thuram, Cannavaro, Crespo, Verón, Brolin, Asprilla, entre outros. Também passaram por lá diversos brasileiros, como Junior, Amoroso, Zé Maria, Alex, Taffarel e Adriano.

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