Sem dores, Robinho se coloca à disposição para jogar

O atacante Robinho afirmou nesta quarta-feira que não sentiu dores na coxa direita durante o treino com bola, acredita que estará pronto para enfrentar a França, no sábado, em Frankfurt, e se ofereceu ao técnico Carlos Alberto Parreira para jogar."Estou me preparando, vou continuar fazendo fisioterapia e no sábado vou estar 100%, à disposição. Se for escalado para jogar, ótimo. Se tiver que ficar no banco, sem problema nenhum", disse o atacante, que concedeu entrevista coletiva logo após o treino dos jogadores reservas, no SSG 90 Stadion, em Bergisch Gladbach.Robinho fez um trabalho específico com bola, correu e garantiu não ter sentido nenhum tipo de dor na coxa direita, mostrando-se recuperado do edema muscular que sofreu no sábado, durante um treino de finalizações. Ele estava cotado para assumir um lugar no time titular, depois da partida contra o Japão, mas não pôde enfrentar Gana. Adriano voltou ao time titular e, mesmo sem ter boa atuação, marcou o segundo gol brasileiro na vitória por 3 a 0."Acho que a seleção jogou bem, mas é claro que ainda tem muito o que melhorar. Acredito que vai jogar melhor contra a França, que é um adversário à altura do nosso futebol", disse Robinho, que afirmou ter assistido ao jogo de terça-feira no Castelo Lerbach, concentração da seleção, enquanto fazia fisioterapia.Robinho disse que não se lembra bem da final da Copa de 1998, quando a França venceu por 3 a 0. "Sei que foi muito triste ver o Zidane fazer aqueles gols, e nunca ia esperar que um dia ele fosse virar meu amigo", comentou. Segundo ele, os dois já conversaram no Real Madrid sobre aquele dia, e Zidane lhe contou que não esperava fazer dois gols na decisão. "Ele me disse que eles jogavam sem pressão nenhuma, que toda a pressão estava sobre a seleção brasileira", contou.Para o confronto de sábado, Robinho espera que predomine o futebol-arte. "A França tem grandes jogadores, sai para o jogo, toca bem a bola. Jogam na força também, mas com certeza o jogo vai ser decidido na técnica", contou.Preocupado com EmersonAnsioso para voltar a bater bola com os companheiros - "Todo jogador adora jogar bola", disse o atacante, que deve treinar com o grupo nesta quinta-feira -, Robinho revelou, meio sem querer, que a lesão de Emerson, que saiu do jogo contra Gana no intervalo, é mais grave que a de Kaká, embora o médico da seleção, José Luiz Runco, tenha dito que os dois poderão treinar normalmente se não estiverem sentindo dor."O Kaká parece que está melhor, a lesão do Emerson é um pouco mais grave, mas a gente espera que os dois possam estar de volta o mais rápido possível", afirmou Robinho, que admitiu ter ficado com medo de ser cortado. "Na hora em que me machuquei achei que pudesse ser algo grave, já que eu nunca tinha sentido uma contusão mais grave, mas o doutor Runco logo me tranqüilizou", explicou.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.