Alberto Estévez/EFE
Alberto Estévez/EFE

Sem encantar, França e Argentina duelam pela 1ª vaga nas quartas

Favoritas, seleções, que se enfrentam neste sábado, às 11h, em Kazan, quer confirmar poder de fogo

Ciro Campos, enviado especial / Kazan, O Estado de S.Paulo

30 Junho 2018 | 00h00

Os confrontos eliminatórios da Copa do Mundo da Rússia começam neste sábado com o encontro de duas seleções que chegaram a esta etapa sem encantar. Em Kazan, às 11 horas (de Brasília), a França tenta sair do rótulo de promessa e fazer vingar o jovem elenco contra a Argentina, classificada para a etapa depois de uma primeira fase irregular, com derrota por 3 a 0 para a Croácia e classificação sofrida contra a Nigéria.

+ Sampaoli revela que Argentina não treinou pênaltis para jogo com a França

+ Volante Banega diz que primeira fase complicada fortaleceu a Argentina

+ Capitão da França afirma que time tem recebido críticas injustas pelas atuações

+ Técnico da França diz temer inexperiência do seu time para jogo com a Argentina

Franceses e argentinos tentam reerguer também seus principais jogadores nesta fase eliminatória. Os europeus viram Griezmann marcar uma vez e, de pênalti, nesta Copa. O atacante acabou substituído nos três jogos. Messi também só fez um gol e contra a Islândia ainda desperdiçou um pênalti. As atuações de ambos estão bem abaixo do potencial da dupla, que em 2016 foi finalista da premiação da Fifa que elegeu o melhor jogador do mundo.

"O começo de Griezmann foi um pouco difícil. Ele jogou 65 minutos contra a Dinamarca e foi bom para ele ganhar ritmo. O time necessita dele no máximo nível. Acho que agora ele vai evoluir", explicou o técnico Didier Deschamps. O temor dele é o jovem time francês, com média de idade de 26 anos e 14 estreantes em Copas, sentir o peso do jogo decisivo contra uma Argentina experiente.

A França ganhou na fase de grupos de Austrália e Peru sem encantar, com placares magros. Depois, defendeu o empate sem gols com a Dinamarca apenas para ser primeira colocada do grupo e continuou sem convencer a torcida e a imprensa local. "O objetivo foi atingido e ficamos em primeiro do grupo. Claro que podíamos ter feito melhor. Mas há espaço para melhorar, temos ambição e queremos continuar", disse o goleiro e capitão Hugo Lloris.

 

Messi completou 31 anos nesta semana e, em sua quarta Copa do Mundo, carrega ainda mais a responsabilidade da equipe. A faixa de capitão não basta, ele é quase um segundo técnico para quem o treinador Jorge Sampaoli pede sugestões de mudanças. Uma possível alteração para o jogo é a presença do camisa 10 como atacante centralizado e a saída de Higuaín do time.

"Lionel tem tanta qualidade para ver o futebol que consegue ver coisas que só um gênio nota. Tem muita qualidade e inteligência. Leva-se um tempo para entender o que ele pensa", afirmou Sampaoli. O jogador multicampeão pelo Barcelona mantém o suspense se continuará em ação pela Argentina depois da Copa. Em 2016 ele anunciou o adeus, mas voltou atrás.

Os adversários têm propostas diferentes ao analisar o jogo. A França prefere não colocar toda a responsabilidade em Griezmann e lembrar do papel de outros astros como Pogba, Giroud e Mbappé. A Argentina é o contrário. A dependência dele é completa. "Temos um grande líder em campo, não só na parte técnica. Em todas as horas Messi só pensa em ganhar", afirmou Banega.

 

 

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.