Sem Jadson, o Corinthians terá de se rearrumar para o ano

Conheça as situações do clube diante da transação do meia para o futebol chinês e seu interesse em deixar o Brasil

O Estado de S. Paulo

23 de fevereiro de 2015 | 17h24

O Corinthians não tinha muito o que fazer para segurar Jadson, mesmo com todas as bravatas do presidente Roberto de Andrade, que afirmava na véspera que não liberaria o meia antes do fim da Libertadores. Ocorre que a lei em vigência permite que qualquer clube que depositar a multa rescisória de um jogador pode contratá-lo, desde que ele esteja de acordo. Conheça cinco situações do Corinthians sem Jadson e por que o meia aceitou jogar na China.

1. Jadson pediu para sair para receber a bolada

O jogador forçou a barra para que o negócio fosse concretizado. Como ele tem 70% dos direitos federativos de seu contrato, por acordos feitos anteriormente com a diretoria do Corinthians, vai conseguir sua independência financeira, dando de ombros para a sequência de sua carreira.. Dos R$ 16 milhões que serão pagos pelos chineses, Jadson ficará com R$ 11,2 milhões.

2. Danilo ou Petros em sua vaga

Jadson era o dono da camisa 10 do Corinthians. Titular absoluto. Tite agora terá de repensar sua formação. As opções são Danilo e Petros. Com Danilo, o time ganha em técnica e perde em agilidade. Com Petros, ganha marcação e perde na técnica, mas libera Elias.

3. Pouco dinheiro para o clube

O negócio é ruim para o Corinthians porque o clube fica com uma parte pequena do dinheiro chinês, cerca de R$ 4,8 milhões. Na balança, era melhor para Tite ter Jadson no elenco e se valer de sua boa fase do que receber essa quantia.

4. Tempo para remontar o time

Quando um titular deixa o time, o treinador precisa de tempo para rearranjar a equipe. Por mais que Tite tenha o elenco nas mãos, precisará de treinos para acertar o Corinthians de novo. Fará alguns testes e descobrirá quem rende mais na posição.

5. 'Férias' na China

No Jiangsu Sainty, Jadson vai sumir, como tantos outros brasileiros que foram apenas ganhar dinheiro na China. Por ter aceitado a oferta, Jadson sabe disso. Ocorre que todo jogador brasileiro, quando vai para esses países sem tradição no futebol, mal chegam e já pensam na volta. Aos 31 anos, o meia poderá ainda encerrar sua carreira no Brasil.

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