Rodrigo Coca/Agência Corinthians
Rodrigo Coca/Agência Corinthians

Sem jogar há quase oito meses, Jô vira esperança do Corinthians logo em sua estreia

Atacante defendeu o Nagoya Grampus, do Japão, nos últimos anos e é a única opção para o comando de ataque para duelo decisivo contra o Bragantino

Guilherme Amaro, O Estado de S.Paulo

29 de julho de 2020 | 09h00

O atacante  vai reestrear pelo Corinthians nesta quinta-feira, contra o Red Bull Bragantino, pelas quartas de final do Campeonato Paulista. De cara, ele já é apontado como a maior esperança de gols para a equipe paulista avançar no confronto decisivo. O outro centroavante do elenco, o argentino Mauro Boselli, passou por cirurgia por causa de uma fratura no rosto e é desfalque para o técnico Tiago Nunes.

Jô voltou ao Corinthians no mês passado e está em sua terceira passagem pelo clube. Cria da base, o atacante soma ao todo 43 gols em 179 jogos pela equipe do Parque São Jorge. Foram três títulos conquistados: dois Brasileiros (2005 e 2007) e o Paulistão de 2017. Nos últimos anos, defendeu o Nagoya Grampus, do Japão. Ele não atua desde dezembro de 2019.

Em razão da pandemia do coronavírus, o Nagoya Grampus realizou apenas duas partidas em fevereiro, quando Jô se recuperava de lesão no joelho no CT do Flamengo. Apesar do tempo sem jogar, o atacante de 33 anos disse estar bem fisicamente em sua apresentação. 

"Eu me cuido, sei lidar com meu corpo, os profissionais do Corinthians me conhecem bem. Nessa questão, estou tranquilo, lesões os jogadores têm ao longo da carreira. A gente sabe lidar com isso e, aqui no Corinthians, temos esse suporte todo. É dar continuidade, eles sabem o caminho para me deixar em alto nível. Estou bem, mas sempre requer trabalho preventivo para gente ter um bom ano e fazer bons jogos. Graças a Deus, hoje estou 100%", disse Jô.

Jô retomou a rotina de treinos com o elenco em julho. Ele não pôde atuar nas duas partidas finais da fase de grupos do Paulistão porque não conseguiu ser inscrito a tempo pelo Corinthians. Agora, disponível para o mata-mata, o atacante ganha ainda mais importância após Boselli se machucar no último domingo.

Como Jô foi no Japão

Jô chegou em alta ao Nagoya Grampus, depois de ser herói dos títulos paulista e brasileiro do Corinthians em 2017. Na época, o atacante estava até cotado para voltar a defender a seleção brasileira, mas foi preterido pelo técnico Tite.

Em sua primeira temporada no Japão, Jô atuou em 37 partidas e marcou 24 gols, sendo artilheiro do campeonato e fundamental para salvar sua equipe do rebaixamento. Em 2019, porém, a média de gols diminuiu drasticamente: foram os memos 37 jogos, mas com oito bolas na rede. A queda de rendimento, segundo Jô, foi consequência de uma lesão no tornozelo.

"Eu fui muito bem em 2018 e comecei bem em 2019. O problema foi que tive uma lesão grave no tornozelo, rompi dois ligamentos, mas eu era importante para o time e voltei para poder ajudar, mesmo sentindo muitas dores. Fui me arrastando nos últimos meses, com dificuldade para jogar em alto nível e acabei sobrecarregando o joelho", justificou Jô. Agora, ele quer escrever outra história no Corinthians.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.