Sem Kaká, São Paulo vai de ônibus a Ribeirão

A raiva de Rojas ao perceber que só soube da venda de Kaká depois da imprensa só foi menor do que a de Rogério Ceni ao analisar a viagem de ônibus que o time faria por economia a Ribeirão Preto para enfrentar o Criciúma, neste sábado, às 18 horas. O São Paulo jogará para tentar vencer e assumir pela primeira vez a liderança do Campeonato Brasileiro. Nas duas vezes em que teve a chance, decepcionou perdendo para Internacional e Ponte Preta no Morumbi."Desta vez vamos atuar longe de São Paulo, o que é melhor para nós. A pressão é menor, podemos jogar mais à vontade. Não é que não gostamos da nossa torcida, o problema é que ela está tão ansiosa por um título que acaba influenciando o time. Em Ribeirão Preto estaremos mais tranqüilos", disse Fábio Simplício.Rojas acreditou tanto na promessa da diretoria de que Kaká iria se despedir do São Paulo em Ribeirão Preto que o utilizou como titular em todos os treinos da semana. Por isso, ficou muito irritado quando acompanhou o superintendente Marco Aurélio Cunha dizer aos repórteres depois do treinamento desta sexta que Kaká não viajaria a Ribeirão Preto e estava negociado com o Milan. Ficou claro que ele esperava ser comunicado muito antes, como seria o normal.O treinador ficou tão bravo que não quis continuar a entrevista. Nem depois de tomar banho ele se acalmou. Só quando já estava dentro do ônibus Rojas resolveu falar sobre o time sem o principal jogador. "A vida continua. Precisamos vencer o Criciúma para continuar brigando pelo título. Tenho o substituto do Kaká. Deve ser o Kléber."Dentro do ônibus estava Rogério Ceni. O goleiro reclamou no final do treino com Marco Aurélio Cunha. Gesticulando muito, protestou. "O Kaká vai embora e perderá a chance de uma viagem de quatro horas até Ribeirão Preto e mais quatro na volta para chegar em São Paulo às 2h de domingo", ironizou. Ele queria o time viajando de avião para que chegasse à partida mais descansado.Pior, só para os torcedores de Ribeirão Preto que compraram ingressos antecipadamente pensando que a partida seria a despedida de Kaká, como havia prometido a diretoria do clube antes de o Milan acabar com a ilusão e proibir a escalação do meia.

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