Sem Kléber Pereira, Santos tem um problema: como fazer gols

Técnico Emerson Leão demonstra preocupação por não contar com o atacante diante do Guaratinguetá

Sanches Filho, Especial para O Estado de S. Paulo

21 de março de 2008 | 19h18

A falta de capacidade dos atacantes santistas para fazer gol está levando Leão ao desespero. Enquanto Kleber Pereira pôde jogar a situação não era tão grave, mas como o artilheiro disparado do time - com 10 gols - no Campeonato Paulista cumprirá suspensão pelo terceiro amarelo na noite deste domingo, contra o Guaratinguetá, em Guaratinguetá, ele não sabe quem escalar para ter o mínimo de esperança de o time ganhar e continuar vivo no Estadual."A ausência de Kleber Pereira se não é desesperadora pode ser considerada no mínimo desagradável. Ele é o único que faz gol para a nossa equipe. Basta observar que 90% dos nossos gols foram marcados por Kleber Pereira", queixou-se o treinador santista após o coletivo de uma hora, na manhã desta sexta-feira, no CT Rei Pelé. "Vocês sabem qual é o segundo artilheiro do Santos?", perguntou o técnico, e quando um repórter respondeu que era Betão, com dois gols, provocando risos, Leão emendou. "Vocês riem. E eu, no banco, o que posso fazer?"A primeira tentativa para pelo menos contornar a crise do ataque não deu certo. No coletivo de ontem cedo, Leão escalou Sebastián Pinto adiantado e três jogadores leves e velozes - Wesley, Renatinho e Vítor Júnior (treinou no lugar de Molina, que estava com febre e tosse) - do meio-de-campo para frente para envolver a defesa adversária, e criar para o centroavante. Houve muita movimentação, dribles e troca de passes, mas nada de gol."Não sei ainda se é esse o ataque que vai jogar. Mas, com um centroavante mais lento e de presença de área há sempre a expectativa de que ele finalize e com sucesso. Aliás, já passou da hora. E os pequenos e velocistas se encarregam da alta movimentação e criação das jogadas. E quando a equipe perde a bola, os três voltam rápido para compor o meio-de-campo", explicou Leão. O quadro não seria tão grave se o Santos tivesse direito a pelo menos um empate no jogo. Leão reconhece que a necessidade de resultado acaba pressionando seus jogadores na hora de concluir para o gol. Embora se declare otimista, desta ele reconhece que o jogo está mais para o adversário. "Para nós, é ganhar ou ficar fora da briga por uma das vagas nas semifinais. Mas, se a quatro rodadas do encerramento da fase de classificação o adversário se mantém na liderança, não é por acaso. É por desejo e quando uma equipe quer, fica mais fácil. É o que falo aos meus jogadores." Como Molina apenas foi poupado e joga, a única mudança no time vai ser a entrada de Renatinho ou Vítor Júnior no lugar de Kleber Pereira.Até está sexta, Leão não sabia quem seria o árbitro do jogo, mas já demonstrava preocupação. "Nos 15 jogos até aqui, o Santos não teve nenhum tipo de favorecimento e nem foi beneficiado por erros de arbitragem, ao contrário do que aconteceu com outras equipes. E nem eu queria. Só espero que o Santos não seja prejudicado nesse jogo decisivo", afirmou, lembrando que a partida tem importância especial."Prefiro não falar antes para não parecer ameaça." Se o Guaratinguetá ganhar estará matematicamente classificado entre os quatro primeiros e o Santos não terá mais chances de conseguir uma vaga para as semifinais.

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