Érico Leonan/Divulgação
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Sem Libertadores, São Paulo repensa finanças e quer economizar com salários

Clube vê previsão orçamentária mudar após ficar sem mais de R$ 20 milhões em premiação

Redação, O Estado de S. Paulo

27 de fevereiro de 2019 | 10h47

A eliminação precoce na fase prévia da Copa Libertadores, o impacto financeiro do resultado adverso e a necessidade de mudar o treinador forçam o São Paulo a repensar as finanças para 2019. Depois de planejar o orçamento da temporada com a presença de receitas geradas pelo torneio, a diretoria da equipe do Morumbi e o técnico Cuca negociam uma forma de conciliar a redução de gastos com soluções para manter o elenco competitivo.

Em dezembro de 2018 o clube fez um diagnóstico apertado da previsão orçamentária. A estimativa era somar uma receita de R$ 471 milhões ao longo do ano, com despesas em cerca de R$ 470 milhões e um superávit, portanto, de R$ 1 milhão. Esse quadro, no entanto, sofreu uma brusca queda de expectativa, causada pela queda na fase prévia da Libertadores diante do Talleres, da Argentina.

A diretoria são-paulina havia planejado o ano com a confiança de ver o clube chegar ao menos às quartas de final da competição continental. Caso isso se concretizasse, o São Paulo receberia cerca de R$ 23 milhões com premiações pelas fases atingidas. Mas como a participação terminou bem mais cedo, o time recebeu uma verba inferior a R$ 2 milhões. Ou seja, embolsou cerca de R$ 21 milhões a menos.

O impacto financeiro da queda na Libertadores virou até mesmo tema de reunião do Conselho de Administração do São Paulo, na última segunda-feira. O encontro debateu formas de reduzir as despesas para se adequar às metas financeiras da temporadas, assim como buscar maneiras de reestruturar o clube diante da dura eliminação ainda na fase prévia do torneio.

Como soluções para esse quadro, o clube discute reduzir a folha de pagamento. Nomes como os atacantes Diego Souza e Nenê, que recebem salários elevados, são os favoritos a deixar o clube para acertarem, respectivamente, com Botafogo e Fluminense. Outros nomes também podem ser negociados dentro dessa mesma lógica de diminuição de despesas.

Cuca chegará ao cargo em abril e enquanto termina o tratamento de problemas cardiológicos, o treinador acompanha essas mudanças no São Paulo. Em reuniões com o interino Vágner Mancini e com a diretoria, ele tem feito sugestões e buscado encontrar uma solução para um clube que viu parte das expectativas de 2019 ruírem após somente dois jogos na Copa Libertadores.

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