Lucas Figueiredo|Divulgação
Lucas Figueiredo|Divulgação

Sem muito esforço, seleção brasileira ganha do frágil Panamá

No último teste antes da Copa América Centenário, triunfo por 2 a 0

Almir Leite e Gonçalo Junior, enviados especiais a Denver, O Estado de S. Paulo

30 de maio de 2016 | 00h31

Não foi lá um grande teste, pelas limitações do adversário. A seleção brasileira, porém, fez o que tinha de fazer. Venceu o Panamá por 2 a 0 ontem à noite, no Dick’s Sporting Goods Park, em Denver, no único amistoso antes da estreia na Copa América Centenário. Sábado, contra o Equador, no Rose Bowl, em Pasadena, será para valer. A rigor, o Panamá é como aquele sparring contratado para apanhar e permitir que o boxeador aperfeiçoe seus golpes para a luta que realmente vale. Foi o que fez. Postou-se de maneira defensiva, permitindo à seleção treinar alguns aspectos.

Um deles, que já vinha sendo exercitado e pode vir a se tornar tônica na Copa América, é o toque paciente de bola até que apareça os espaços. O problema é que, como o Panamá não forçou na marcação não foi possível avaliar como os brasileiros se sairão quando forem pressionados na saída de bola. A seleção também buscou no primeiro tempo viradas de jogo e trocas de posições, principalmente com os homens de meio. Mas o time cometeu alguns erros de posicionamento defensivo e, na bola alta que foi contra a área brasileira, os zagueiros foram superados.  Individualmente, destaque para Phillipe Coutinho, com algumas boas arrancadas e objetividade nas conclusões a gol.

Como o Panamá se comportou de maneira subserviente, o primeiro tempo, disputado sob sol fraco banhando parte da arquibancada e vez ou outra com um ventinho chato, foi morno. Incapaz de empolgar os torcedores, muitos deles brasileiros que vivem nos EUA. Nem o gol de Jonas logo aos 2 minutos, quando o Panamá praticamente não havia tocado na bola, fez a “galera’’ explodir.

A arquibancada só se levantou mesmo quando uma torcedora invadiu o campo para tentar fotografar os jogadores. A torcida sorriu dos dois tombos que ela levou e vaiou quando, pelo desatino, acabou algemada e presa. No mais, pouca vibração até nas três ou quatro boas chances de gol da seleção. Dunga percebeu que o Panamá não iria atacar e fez uma alteração interessante: Hulk no lugar de Luiz Gustavo. Elias foi recuado para primeiro volante e Renato Augusto também posicionado mais atrás.

O jogo até ficou mais animado, o goleiro Penedo fez defesa incrível em cabeçada de Hulk. Com o passar do tempo Dunga, preocupado com o estado físico dos jogadores optou por algumas mudanças que serviram tanto para novos testes como para preservar alguns jogadores mais desgastados. Lucas Lima e Gabriel entraram. Ambos entraram bem. A seleção se manteve no ataque e Gabriel aproveitou uma falha da zaga panamenha para fazer 2 a 0. Na comemoração, foi abraçar Dunga em agradecimento pela oportunidade. A vitória e a festa estavam garantidas. Para a torcida, ficou ainda melhor com a entrada de Kaká. Não pelo que fez em campo, mas porque, sem Neymar, ele é o maior ídolo da seleção.

FICHA TÉCNICA

BRASIL 2 x 0 PANAMÁ

BRASIL - Alisson; Daniel Alves (Fabinho), Gil, Miranda e Douglas Santos; Luiz Gustavo (Hulk), Elias, Renato Augusto (Rodrigo Caio), Willian (Lucas Lima) e Phillipe Coutinho (Kaká); Jonas (Gabriel). Técnico: Dunga.

PANAMÁ - Jaime Penedo; Machado, Baloy, Miller e Luis Henríquez (Pimentel); Cooper (Quintero), Amilcar Henríquez (Godoy), Gómez e Buitrago (Cummings); Luiz Tejada (Pérez) e Camargo (Arroyo). Técnico: Hernán Dario Gómez.

GOLS - Jonas, aos 2 minutos do primeiro tempo; Gabriel, aos 27 minutos do segundo tempo.

CARTÕES AMARELOS - Miranda, Gil, Daniel Alves e Willian (Brasil); Luis Henríquez e Godoy (Panamá).

ÁRBITRO - Armando Castro (Fifa/Honduras).

RENDA E PÚBLICO - Não disponíveis.

LOCAL - Estádio Dick’s S. Goods Park, em Denver (Estados Unidos).

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