Sem obras, Beira-Rio segue com futuro indefinido

O Internacional, os políticos, a Andrade Gutierrez e o Banco do Estado do Rio Grande do Sul (Banrisul) estão mobilizados, mas a indefinição sobre a reforma do Beira-Rio permaneceu por mais um dia, nesta quarta-feira.

ELDER OGLIARI, Agência Estado

29 de fevereiro de 2012 | 18h45

A obra, que estava sendo tocada pelo clube, foi paralisada há oito meses, para ser entregue à empreiteira, que se responsabilizaria pelos custos e ficaria com o direito ao uso de parte das cadeiras e dos camarotes. Mas o contrato ainda não foi assinado porque a empresa não apresentou as garantias exigidas pelo Banrisul para repassar o financiamento de mais de R$ 200 milhões do Banco de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Como o clube corre o risco de ver seu estádio deixar de sediar jogos da Copa do Mundo de 2014, estaria estudando um plano alternativo. A imprensa local chegou a revelar que houve uma reunião de diretores do Internacional com representantes do Nex Group, um consórcio de empresas da construção civil do Rio Grande do Sul, na noite de terça. Mas nenhuma das partes comentou o assunto nesta quarta.

O presidente do clube, Giovanni Luigi, convocou uma reunião com a comissão de obras e representantes das correntes políticas internas para o início da noite, mas não informou o que seria discutido, se o adiamento da assinatura do contrato pela Andrade Gutierrez ou se alguma alternativa para afastar a construtora para tocar o projeto com outro sócio.

Na próxima segunda-feira a bancada de deputados federais gaúchos deve promover uma audiência pública para tentar esclarecer o que está atrapalhando a obra e quais as soluções para o problema.

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