Sem opção, Geninho deve escalar juniores

Se a campanha do Corinthians no Campeonato Brasileiro com o time completo já vinha sendo irregular, sem Fábio Luciano e Liedson os problemas devem aumentar muito já a partir da próxima semana. O técnico Geninho, ainda ameaçado pelo risco de demissão, vai ter sérios problemas para escalar a equipe que enfrentará o Coritiba, domingo, às 16 horas, no Morumbi. Além dos jogadores que negociam a sua saída, o time não terá Fabinho e Fabrício, suspensos pelo terceiro cartão amarelo. O grande drama do treinador está no meio-de-campo. Só há um jogador de contenção para ser escalado contra o Coritiba: o volante Cocito. Pingo, que poderia ser aproveitado naquele setor, também se recupera de uma lesão relativamente grave no músculo adutor da coxa esquerda. Outro desfalque certo é o lateral Kleber, que ainda se recupera de uma contusão no joelho esquerdo. Diante desse quadro, Geninho será praticamente obrigado a abandonar as suas teses defensivistas - a menos que ele esteja disposto a jogar com algum jogadores que tenha sido promovido recentemente das categorias de base. No ataque, a esperança do técnico é poder contar com Liedson pelo menos por mais uma partida. Caso contrário, Geninho será obrigado a escalar um atacante que está sem rítmo de jogo (Leandro Amaral) ou um jogador inexperiente - o jovem Wílson. Lucas, que poderia ser uma opção interessante, não é mais do Corinthians. O atacante foi reintegrado ao Rennes, da França, e só deve retornar ao Parque São Jorge para se despedir dos companheiros. Apesar dos inúmeros problemas, o técnico acredita numa reabilitação no próximo jogo. Geninho gostou da forma como o Corinthians se portou no clássico diante do Santos. Segundo o treinador, sua equipe foi superior na maior parte do tempo. E mostrou poder de reação, chegando ao empate aos 45 minutos do segundo tempo. ?O Corinthians já provou que tem um grupo de qualidade. Os jogadores que vão entrar no time têm toda a minha confiança." Apesar de todas as cobranças, Geninho voltou a dizer que não se sente ameaçado no Parque São Jorge. ?As cobranças são proporcionais à grandeza do clube. Aqui no Corinthians são maiores do que em outros lugares. Quem não souber conviver com isso, melhor não ser treinador de futebol."

Agencia Estado,

10 de julho de 2003 | 17h26

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.