Sem opções, Cuca troca treino por conversa no Santos

Sem jogadores suficientes para realizar o treino coletivo, treinador aproveita o tempo para falar com atletas

Agencia Estado

15 de julho de 2008 | 19h16

Afundado com a seqüência negativa de resultados desde que assumiu o Santos - são sete jogos sem vitória -, o técnico Cuca não conseguiu comandar o treino coletivo programado para acontecer nesta terça-feira. Não haviam jogadores suficientes, por causa do excesso de contusões. Assim, ele trocou o trabalho de campo por uma conversa de mais de 30 minutos com o grupo. "Às vezes, uma conversa prolongada vale mais do que um treino", afirmou Cuca.Veja também: Cuca tem problemas para escalar Santos contra o Figueirense Santos apresenta oficialmente Nelson Cuevas e FabianoOs principais temas abordados pelo técnico na palestra foram a campanha do Goiás, sob seu comando, no Brasileirão de 2003, a importância de se formar um grupo competitivo e o apoio que o presidente do Santos, Marcelo Teixeira, vem dando ao time nesse momento de crise.Cuca lembrou que o Goiás terminou o primeiro turno daquela edição do Brasileirão na lanterna, 10 pontos atrás do penúltimo colocado, mas realizou a segunda melhor campanha no returno e foi o 9° colocado do campeonato. "Ficamos 16 jogos sem perder", disse o treinador. "Agora, se conseguirmos duas vitórias seguidas temos chances até de, talvez, deixar a zona de rebaixamento."Sobre o apoio da direção do clube, Cuca contou que estavam estipulados prêmios contra o Grêmio e o Botafogo em caso de vitórias e que, mesmo sem vencer os dois jogos, o presidente santista mandou pagar. "E sabem o que aconteceu?", perguntou o treinador aos jornalistas. "Os jogadores vão doar o dinheiro à instituição de caridade. Por isso, digo que aqui está se formando um grupo, que é a base para um bom trabalho."

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