Leonhard Foeger/Reuters
Leonhard Foeger/Reuters

Sem oposição, Platini é eleito para 3º mandato presidencial na Uefa

Francês permanece à frente da entidade pelo menos até 2019

Estadão Conteúdo

24 Março 2015 | 10h13

O francês Michel Platini foi reeleito nesta terça-feira para a presidência da Uefa, em escolha realizada durante o congresso da entidade, em Viena, na Áustria. O ex-jogador, eleito por aclamação, recebeu o seu terceiro mandato à frente da entidade de quatro anos, que será exercido até 2019.

Sem adversários na eleição para a presidência da Uefa, Platini está no comando da poderosa associação desde 2007 e nesta terça-feira teve o apoio das 54 federações filiadas. "Isso significa mais para mim do que eu poderia imaginar ser possível", disse o dirigente francês em seu discurso.

A eleição significa que Platini também mantém o seu cargo na vice-presidência da Fifa por mais quatro anos. O ex-jogador francês optou no ano passado por não desafiar o suíço Joseph Blatter, atual presidente da Uefa, na eleição marcada para 29 de maio.

"Nós amamos profundamente a Fifa", disse Platini, em discurso que foi acompanhado por Blatter, presente ao Congresso da Uefa. "É porque amamos e respeitamos a Fifa que queremos que ela seja perfeita. Nós, europeus, queremos uma Fifa forte, a Fifa que é respeitável e respeitado", acrescentou.

Em uma declaração que pode ser considerada um ataque a Blatter, Platini disse que algumas pessoas queriam isolar a Uefa, a classificando como "arrogante e egoísta". "Algumas pessoas talvez estejam tentando nos virar uns contra os outros, buscando dividir para reinar. Não acredite em tudo que você ouve. Sabemos que nós cometemos erros e não somos necessariamente melhores do que qualquer outro".

Platini prometeu que a Europa vai continuar a trabalhar com a Fifa e as outras confederações continentais "qualquer que seja o resultado no dia 29 de maio (data da eleição presidencial da Fifa)".

Blatter recusou o convite da Uefa para fazer um discurso de campanha ao lado de seus rivais na eleição - o príncipe jordaniano Ali bin al-Hussein, o ex-jogador português Luis Figo, e o presidente da Federação Holandesa de Futebol Michael van Praag - durante o Congresso da Uefa. O trio de opositores, porém, vai falar aos delegados da entidade europeia.

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