Sem os seus craques, Santos joga contra a Portuguesa

O Santos terá de provar que há vida sem craques para derrotar a Portuguesa, neste sábado, às 21 horas, no estádio do Pacaembu, pela 26.ª rodada do Campeonato Brasileiro. O jogo será o primeiro depois de o clube ter vendido Paulo Henrique Ganso ao São Paulo e embora o meia estivesse em recuperação de lesão muscular, não se sabe se a sua saída terá reflexo negativo no time. Mas há pelo menos uma certeza: Neymar, que cumprirá suspensão pelo terceiro cartão amarelo, vai fazer muita falta. Sem ele, o aproveitamento da equipe cai ao nível dos clubes ameaçados pelo rebaixamento.

SANCHES FILHO, Agência Estado

22 de setembro de 2012 | 08h44

O técnico Muricy Ramalho também ainda não terá Léo e Henrique, que passam por um período de recondicionamento e devem voltar ao time diante da Universidad de Chile, na próxima quarta-feira, também no Pacaembu, na decisão da Recopa Sul-Americana. Mas, em compensação, Durval e Felipe Anderson, que estavam suspensos, estão confirmados. A novidade será o garoto Douglas na lateral direita em substituição a Bruno Peres, que não se recuperou da lesão sofrida na partida de domingo passado.

"Douglas tem qualidade e é rápido. Ele tem aparecido bem nos treinamentos e seu único problema é a falta de maior experiência", analisou o treinador. Muricy Ramalho destacou que Douglas foi bem na estreia como profissional, coincidentemente diante da Portuguesa, no primeiro turno do Campeonato Brasileiro, no Canindé.

Muricy Ramalho se queixa de o elenco santista ter ficado reduzido e de ter perdido qualidade com a saída de titulares após a queda do time na Copa Libertadores. "Realmente o plantel ficou pequeno e nesse item a gente tem que melhorar muito para o ano que vem. O grupo ganhou muitos títulos e chegou o momento de cada buscar um novo lugar. Com a perda desses jogadores, a gente sofre demais", afirmou, admitindo que uma de suas preocupações para 2013 será montar uma equipe que não seja tão dependente de Neymar como a atual.

Bombardeado por perguntas sobre a perda de Paulo Henrique Ganso e a sua previsão quanto ao futuro do meia no São Paulo na coletiva de imprensa, após o treino desta sexta, Muricy Ramalho falou apenas superficialmente sobre o adversário. "A Portuguesa é uma equipe difícil de se enfrentar. É um time chato, com dois atacantes rápidos e é dirigido por um treinador experiente (Geninho)". Para o comandante santista, além da constante ausência de Neymar para servir a seleção brasileira, a campanha irregular do Santos tem outro motivo: a falta de entrosamento do time, em razão dos desfalques por lesões e cartões.

Com 33 pontos, sem chance de entrar na disputa pelo título e sem correr risco de cair para a Série B, o Santos tem apenas um objetivo na competição: a classificação para a Libertadores. Como a diferença para o Vasco (o quarto colocado) é de 10 pontos, a estratégia de Muricy Ramalho para motivar os jogadores é convencê-los a se preocuparem com um jogo por vez, sem olhar para os números. O grupo encampou a ideia e em uma reunião na última terça foi feito um pacto pela classificação para a Libertadores. A primeira resposta será dada neste sábado, no Pacaembu.

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