Sem peritos, reconstituição do crime de Oruro é adiada para dia 17 de abril

Especialistas bolivianos e familiares de Kevin não compareceram ao Estádio Jesús Bermúdez

Raphael Ramos, enviado especial, O Estado de S. Paulo

08 de abril de 2013 | 17h55

ORURO - A reconstituição dos acontecimentos anteriores à morte do torcedor Kevin Beltran Espada a partir da visão dos 12 torcedores foi adiada para o dia 17 de abril. Embora os torcedores tenham se deslocado da penitenciária San Pedro para o Estádio Jesús Bermúdez, juntamente com representantes do Ministério Público, na tarde desta segunda-feira, os peritos bolivianos, que sairiam de La Paz, não compareceram à reconstituição em Oruro. Também contribuiu para o adiamento o fato de os familiares de Kevin não estarem presentes.

Essa etapa da investigação, chamada de inspeção pelas autoridades bolivianas, é importante para definir o rumo das investigações sobre a morte do adolescente atingido por um disparo de sinalizador da torcida corintiana, no dia 20 de fevereiro, na partida entre San Jose e Corinthians, pela Copa Libertadores. A reconstituição do crime propriamente dita será realizada apenas no final das investigações, que devem ser encerradas em cinco meses.

Para os corintianos, a etapa de hoje é uma grande oportunidade para comprovarem a alegação de que não tiveram participação direta no disparo do sinalizador e aguardarem a conclusão do processo em prisão do domicilar - a torcida Gaviões da Fiel já alugou um imóvel em Cochabamba para os torcedores. Os torcedores querem provar que o autor do disparo foi o menor de idade que confessou o crime, apresentou-se à justiça brasileira e aguarda definição da investigação feita no Brasil.

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