Lucas Uebel/Divulgação - 26/3/2014
Lucas Uebel/Divulgação - 26/3/2014

Sem receber garantia do Corinthians, Dínamo libera Dudu ao Tricolor

Ucranianos acertam valores com o São Paulo, mas agentes querem encaixá-lo no clube alvinegro. Assim, a negociação está longe do fim

Fernando Faro, O Estado de S. Paulo

08 de janeiro de 2015 | 07h03

Parecia que a novela envolvendo Dudu, São Paulo e Corinthians estava encerrada. Parecia. No entanto, não estava. Sem receber as garantias bancárias do Alvinegro, o Dínamo de Kiev se reuniu com o Tricolor, acertou os valores e liberou o atleta para assinar com o clube. O novo capítulo, porém, ainda não é necessariamente o último. Os agentes do atacante querem de qualquer jeito encaixá-lo no Alvinegro.

Segundo duas pessoas ouvidas pelo Estado, os ucranianos disseram que o Corinthians não tem como pagar pelo atleta e temem levar um calote em caso de negociação. Desta forma, preferiram negociar com o Tricolor, que oferece R$ 11 milhões, contra R$ 13 milhões do rival, mas já apresentou as garantias necessárias e fechou negócio.

Resta, agora, a outra ponta do cabo de guerra. Apesar de saberem que os corintianos não conseguiram comprovar que têm condições de arcar com o valor da transferência, os empresários de Dudu tentam forçar o acordo. Bruno Paiva, que representa o jogador no caso, é acusado pelo lado tricolor de "advogar" a favor do rival, fato que fez o São Paulo passar por cima dele e negociar diretamente com o Dínamo.

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Até as declarações do jogador de que prefere atuar no rival são vistas com ressalvas. "Em 2012, ele disse que jogar aqui (São Paulo) seria um sonho. É um menino que está sendo manipulado por uma pessoa com interesses bastante obscuros, para usar uma palavra gentil", disse um dirigente que acompanha as conversas de perto. Naquele ano, o Tricolor tentou contratar o atacante a pedido de Ney Franco, mas as negociações não evoluíram.

A não ser que o Corinthians arrume o dinheiro rapidamente - o que até mesmo pessoas do clube acham improvável acontecer -, a situação é a seguinte: ou Dudu acerta com o São Paulo ou terá de voltar à Ucrânia, o que ele não quer.

Responsáveis pela negociação, o vice de futebol Ataíde Gil Guerreiro e o gerente executivo Gustavo Vieira de Oliveira não vão se pronunciar até a assinatura de contrato - seja com qual time for. A dupla recebeu aval do presidente Carlos Miguel Aidar para não medir esforços para dar o "chapéu" no rival.

O Alvinegro, por sua vez, dá de ombros para o São Paulo e diz que a situação está acertada com o jogador e o agente e que o vínculo pode ser assinado a qualquer momento. Resta saber qual lado do cabo de guerra será o mais forte.

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