Botafogo/Divulgação
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Sem receber, jogadores do Botafogo protestam por atrasos salariais

Presidente diz entender insatisfação dos atletas, mas garante não ter como pagá-los

AE, Agência Estado

29 de março de 2014 | 11h09

RIO - A insatisfação do elenco do Botafogo por ter que passar mais uma vez pela situação de não receber salários fez com que os jogadores alvinegros protestassem antes do treino deste sábado, no Engenhão. Por cerca de 10 minutos, eles permaneceram sentados em cadeiras de plástico, do lado de fora do gramado, observados pela comissão técnica. A promessa inicial era que o protesto durasse meia hora, mas a ação, contra a diretoria, durou apenas um terço deste tempo.

Quando o presidente do clube, Maurício Assumpção, chegou ao Engenhão, acompanhado do vice de futebol Chico Fonseca e do gerente executivo de futebol Aníbal Rouxinol, os jogadores já treinavam normalmente. A tendência é que, neste domingo, o grupo faça greve e não apareça para o treino programado para às 9h, no Engenhão.

Os jogadores, porém, não querem prejudicar a campanha na Libertadores e devem cumprir a programação de treinos na segunda e terça-feira, ainda que protestando antes das atividades, assim como aconteceu neste sábado. Na próxima quarta-feira, a equipe tem jogo-chave contra o Union Española, no Maracanã, pela quinta rodada da fase de grupos da Copa Libertadores. A equipe foi eliminada do Campeonato Carioca sem nem conseguir avançar à semifinal.

A paciência dos jogadores acabou depois que a diretoria prometeu acertar os salários atrasados antes do jogo desta quarta-feira, contra o Unión Española, pela Copa Libertadores. Porém, na sequência, foi comunicado ao grupo que não há mais previsão para o pagamento, o que provocou a insatisfação dos atletas. Neste sábado, os jogadores ficaram dez minutos sentados antes dos treinamentos serem iniciados e garantiram que não irão treinar no domingo, cancelando as atividades.

PALAVRAS DO PRESIDENTE

O presidente do clube, Mauricio Assumpção, afirma entender o lado dos atletas, mas garante não ter da onde tirar recursos para arcar com os atrasos. "Não vou chamar de greve, mas o ato representativo da insatisfação deles é legítimo, mais do que isso, nós da diretoria entendemos. Nenhum problema. Acho que é legítimo um trabalhador fazer o que eles fizeram, mas eles têm que entender o seguinte: não é que eu não queira pagar, não tenho da onde pagar. Como é que eu pago com 100% das receitas penhoradas?".

"Daqui a 20 dias serão os cerca de 400 funcionários do Botafogo que também não vão receber os seus salários. Essa é uma situação que aconteceu no ano passado, um pouco diferente, porque tínhamos receitas liberadas. Então, de uma forma ou de outra, nós conseguíamos honrar os compromissos. Mas neste ano a situação é muito ruim".

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