Sem reforços, Santos inicia temporada com poucas esperanças

Êxodo de jogadores tarimbados e falta de dinheiro força o técnico Emerson Leão a apostar na garotada

Sanches Filho, Especial pra o Estado de S. Paulo

16 de janeiro de 2008 | 18h10

A operação desmanche do Santos está em curso para abrir espaço à nova geração de jogadores formados no clube. Em menos de um mês, sob a direção de Emerson Leão, deixaram a Vila Belmiro Baiano, Alessandro, Pedrinho, Petkovic, Leonardo, Marcos Aurélio e Maldonado. O próximo deve ser o lateral-esquerdo Kléber. E o êxodo não deve parar por aí. Tudo em nome da redução de custos e da abertura de espaço para a promoção de jovens talentos que poderão render milhões de euros em pouco tempo, como aconteceu com a 'geração Robinho'. De uma lista com mais de dez nomes apresentada por Leão, ninguém foi contratado. A esperança de receber Souza e Hugo, ambos do São Paulo, como consolação, é cada vez menor. O futuro bem próximo do Santos será de Renatinho, Alemão, Felipi (lateral-direito), Carleto (lateral-esquerdo), dos volantes Adriano e Dionísio, do meia Paulo Henrique, cujo estilo lembra o de Giovanni, que o indicou ao Santos, e do centroavante Tiago Luiz, entre outros. "Se é para contratar por contratar, prefiro testar os jovens", disse Leão, que chegou a projetar um Santos experiente, com Grafite, Souza e Hugo, Diego Tardeli para não entrar em desvantagem na Copa Libertadores da América. Mas vai ter que se contentar com Betão, Evaldo e Marcinho Guerreiro, reforços modestos para quem pretende disputar todos os títulos da temporada, porque os tempos de fatura fazem parte do passado, como ele mesmo constatou. E em caso de fracasso, ninguém poderá culpar o técnico, que bem que tentou formar uma equipe forte. Se essa situação deixa a torcida preocupada, para a Diretoria a reformulação abre perspectivas de correção de rota. Apesar dos altos investimentos com a contratação de Vanderlei Luxemburgo, sua equipe de apoio e dos reforços com salários europeus, o Santos ganhou apenas duas edições do Campeonato Paulista. Pouco para quem projetou pelo menos mais um Brasileiro e a terceira Copa Libertadores da América.  Pior ainda: na principal competição sul-americana, sucumbiu ao enfrentar o seu primeiro adversário razoável, o Grêmio, formado por uma maioria de jogadores com passagens apagadas por outras equipes. E no Brasileiro chegou 15 posições atrás do campeão São Paulo. Vergonha para quem torrou a fortuna juntada com as negociações de Diego, Robinho, Elano e Alex.  O presidente Marcelo Teixeira esperava recuperar as finanças com a venda de alguns jogadores, mas nem isso está conseguindo. Na transferência de Maldonado serão apurados pouco mais de R$ 2 milhões, valor que deve ser inferior ao gasto na compra de 50% dos seus direitos federativos do chileno, há dois anos. O mesmo ocorre em relação a Kléber, cujas ofertas que chegaram até agora foram consideradas baixas. Daí a pressa de lançar garotos e de revelar novos talentos.

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