Bruno Cantini/Atlético
Bruno Cantini/Atlético

Sem vencer fora desde julho, Atlético-MG tenta aproveitar desespero do Flu

Na 12ª colocação com 40 pontos, time mineiro tem seis derrotas e cinco empates nos últimos 11 jogos longe da sua torcida

Redação, Estadão Conteúdo

16 de novembro de 2019 | 12h09

Sem vencer fora de casa pelo Campeonato Brasileiro há mais de quatro meses, o Atlético-MG vai ao Rio para encarar o Fluminense, neste sábado, às 19 horas, no Maracanã, buscando melhorar nesse quesito para afastar qualquer risco de rebaixamento e ainda retomar alguma pretensão de voltar à Copa Libertadores.

Hoje comandado por Vagner Mancini, boa parte de seus atuais 40 pontos na tabela de classificação registrados nesta 33.ª rodada foram obtidos no início da competição, quando Rodrigo Santana era o técnico e a equipe chegou até mesmo a figurar entre os primeiras colocadas. Foi nesta altura que superou a Chapecoense na Arena Condá por 2 a 1, em 14 de julho, pela décima rodada.

Mesmo com um time reserva naquele dia - poupou os titulares para o confronto de volta das quartas de final da Copa do Brasil diante do Cruzeiro -, atingia o quarto lugar na classificação. Desde então, foram 11 compromissos longe de Belo Horizonte, com seis derrotas e cinco empates, período em que caiu vertiginosamente de desempenho, no campo e nos números.

O atual comandante prefere apontar para um recorte diferente. Para ele, houve uma melhora da equipe nos últimos jogos que não pode ser ignorada. "A partida contra o Fortaleza (2 a 2), quando no segundo tempo tivemos um homem a menos, o jogo diante do Goiás (vitória por 2 a 0) e o bom desempenho no clássico (0 a 0 com o Cruzeiro) me deram a certeza de que estamos em evolução", afirma.

Diante do Fluminense no Maracanã, Mancini aposta na afobação do adversário, que está na zona de rebaixamento com 34 pontos e precisa desesperadamente vencer, especialmente jogando em casa.

"É fundamental que saibamos explorar um certo desespero, se acontecer. Saber que uma saída rápida pode gerar um desequilíbrio emocional no adversário, que um gol marcado também pode aumentar ainda mais a pressão. Tudo isso pode nos beneficiar", projetou o comandante atleticano.

Mancini poderá contar com a experiência de dois jogadores que estavam de fora por questões físicas. Uma é o goleiro Victor, que após quatro meses de ausência voltou a ser relacionado, mas deve mesmo ficar no banco de reservas. Outro que retorna é o volante Jair, que também não deve começar jogando, de acordo com o próprio treinador, por não estar ainda 100% fisicamente. Bruninho e Vinícius disputam esse posto.

Mais à frente, sem Otero, que está com a seleção venezuelana, Marquinhos tem tudo para ganhar uma chance para jogar mais próximo ao ataque, comandado outra vez por Di Santo.

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