Bruno Cantini/Atlético-MG
Bruno Cantini/Atlético-MG

Sem vencer há mais de três meses fora, Atlético-MG encara o Fortaleza no Castelão

Última vitória do clube mineiro longe de seus domínios foi diante da Chapecoense na 10ª rodada do Brasileirão

Redação, Estadão Conteúdo

02 de novembro de 2019 | 11h58

Mais de um turno inteiro. Este é o período que o Atlético-MG está sem vencer longe de seus domínios no Campeonato Brasileiro. Já são nove partidas sem viajar e voltar a Belo Horizonte com três pontos na bagagem. Neste sábado, às 17 horas no Castelão, a cerca de 2.500 quilômetros da capital mineira, o adversário será o Fortaleza.

Desde 14 de julho, quando superou a Chapecoense em Santa Catarina por 2 a 1, em partida pela décima rodada, o clube mineiro não sabe o que é triunfar fora de casa. A vitória naquele dia no interior catarinense, levava, então, o time à quarta colocação. Agora, no 30.º compromisso no Brasileirão, com 35 pontos, em 13.º lugar na tabela, e derrotados no Independência na última rodada pelo mesmo time de Chapecó, os comandados de Vagner Mancini já começam a olhar para quem vem atrás na classificação.

Uma dessas equipes que já inclusive pediram passagem ao Atlético-MG é o próprio adversário deste sábado no Castelão - agora tem os mesmos 35 pontos, mas leva vantagem no saldo de gols. O local do jogo, para Mancini, representa um desafio que, advindo das arquibancadas, pode ser transformado em oportunidade.

"Enfrentar o Fortaleza aqui será sempre difícil. Lógico que o estádio lotado acaba gerando mais peso, mas, se soubermos usar essa energia a nosso favor, também é interessante, pois jogamos para o Fortaleza uma pressão que tivemos, por exemplo, nesse último jogo em casa", comentou o treinador.

Ciente da necessidade de uma resposta urgente para voltar a respirar em paz no campeonato, Mancini ressaltou a força da concentração e da competitividade para vencer. "Para jogar contra um time organizado, que tem velocidade, temos que estar muito concentrados. Para isso, é necessário competir desde o minuto inicial. Só vontade não ganha jogo".

O comandante atleticano não deu pistas de como pretende escalar seu time, mas já sabe que não poderá contar com Otero e Cazares, suspensos, e Leonardo Silva, que, poupado por conta da forte sequência, nem sequer viajou ao Ceará. A opção para a vaga na defesa é Réver, que vinha sendo improvisado na função de volante. Mais à frente, Marquinhos, Vinícius e Nathan disputam vagas no setor de criação, formando a mescla sugerida pelo treinador no apoio ao atacante Di Santo.

"O fato de não termos o Otero, o Cazares e o Leonardo Silva me faz pensar em outros atletas. Temos outros jogadores para dar oportunidade porque o Campeonato Brasileiro é extremamente desgastante, ainda mais quando você começa a jogar quarta e domingo. Você ganha por um lado, porque, às vezes, o atleta entra descansado, mas pode perder em termos táticos, mas para isso contamos com o lastro de cada atleta", finalizou o técnico.

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