Sem visto, Rincón vai para a Colômbia

Freddy Rincón ficou dois anos afastado dos gramados até ser levado de volta para o Corinthians. Por isso, a pré-temporada era aguardada com expectativa. Mesmo assim, o colombiano foi um dos dois ausentes na delegação que desembarcou no final da tarde de hoje em Extrema, no Sul de Minas, onde o time realizará o período de preparação (o outro foi o lateral-direito Coelho, machucado). Com o visto de trabalho vencido, o volante terá de embarcar amanhã para a Colômbia a fim de regularizar sua situação. O contratempo provocou preocupação e dúvida. Os mais otimistas dizem acreditar que Rincón volte ao Brasil até o fim de semana e, assim, ainda teria tempo de se juntar ao grupo. Porém, como se trata de questão extremamente burocrática e que envolve diplomacia, existe a possibilidade de o recém-contratado jogador simplesmente perder a pré-temporada, fase de treinos considerada essencial para o rendimento do atleta ao longo da temporada. São duas as alegações para o incidente. A primeira, que parte do clube, é de que a solicitação do visto foi feita em dezembro. Porém, os feriados de fim de ano atrasaram o encaminhamento da papelada. O Corinthians já passou ao Ministério do Trabalho a documentação necessária que, deve chegar à Colômbia quinta-feira. Aí está o problema. As autoridades brasileiras não souberam precisar quanto tempo os colegas colombianos devem levar para liberá-la. O diretor-técnico do clube, Roberto Rivellino, que permaneceu em São Paulo hoje, está tranqüilo em relação à situação. Embora se dizendo surpreso pelo problema, tem certeza de que Rincón não terá sua fase de preparação comprometida. "Me informaram de que ele (Rincón) está viajando amanhã exatamente para cuidar disso e que estará de volta na quinta-feira", afirmou. "Sendo assim, ele chega e segue direto para Extrema para se juntar aos demais." Dia D - O resultado dos exames de Coelho serão conhecidos amanhã. O lateral-direito sofreu entorse no joelho esquerdo, mas os médicos do Corinthians não conseguiram precisar o nível da lesão. Se for leve, o jogador deve apenas ficar em tratamento e ser poupado da rotina à qual será submetido o restante do grupo. Na pior das hipóteses, Coelho pode passar por cirurgia e ficar até seis meses afastado dos gramados.

Agencia Estado,

13 de janeiro de 2004 | 18h18

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