Semana de transição no rebaixado Grêmio

Três semanas depois de ser rebaixado para a Segunda Divisão e um dia depois de encerrar sua pior participação na história do campeonato brasileiro, o Grêmio não teve treinos e nem projeções nesta segunda-feira. Sem jogadores e sem movimento de torcedores, o Olímpico parecia um deserto. Só havia vida nas entranhas do estádio, onde os cartolas preparam a sucessão. Na próxima quinta-feira sai o presidente Flávio Obino e entra Paulo Odone Ribeiro. A ele caberá definir quem será o novo técnico e montar um novo time. A preferência é por Tite, mas o novo dirigente sabe que dificilmente terá cacife para entrar numa disputa com o Corinthians, o Santos e o Cruzeiro, também interessados no treinador.Sem poder prometer reforços, Odone anunciou ao menos uma mudança. O futebol passará a ser gerenciado por um profissional remunerado a partir de 2005. A primeira tentativa, de contratar Eduardo Maluf, do Cruzeiro, falhou e deixou os diretores do clube mineiro irritados com o assédio. A segunda opção é Túlio Cunha Lima, do Juventude.Os jogadores entraram em férias logo depois da derrota para o Guarani, por 2 a 0, no domingo, e a maioria deles nem deve voltar ao Olímpico em janeiro. Entre os que saem estão os melhores de 2004. O centroavante Christian tem contrato até junho, mas já negocia sua mudança para a Europa. Outro atacante, Cláudio Pitbull, tem propostas de clubes alemães e do Atlético-PR.O zagueiro Fábio Bilica e os meias Luciano Santos e Felipe Melo rescindiram contrato ainda antes do final do campeonato. George Lucas, Tiago Prado, Bruno, Anderson, Marcelinho, Galato, Andrei e Leanderson estão entre os que podem ficar no Olímpico para tentar retirar o Grêmio da Segunda Divisão em 2005.

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