Arquivo/Estadão
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Semifinais do Paulista repetem confrontos e condições do campeonato de 1987

Assim como em 2019, torneio daquele ano teve confronto entre São Paulo x Palmeiras e outro entre Corinthians x Santos

Ciro Campos, O Estado de S. Paulo

30 de março de 2019 | 04h30

Um São Paulo com garotos diante do Palmeiras em uma semifinal. Na outra, o Santos com estrangeiros como destaque contra o Corinthians, que tinha como um dos principais jogadores o goleiro. Em 1987, o Campeonato Paulista tinha na briga por vaga na decisão condições bem parecidas às de 2019, ano em que novamente se repetem exatamente os mesmos confrontos.

Palmeiras e Santos também tinham a vantagem da melhor campanha naquele ano e jogavam o segundo confronto como mandante. Após 38 rodadas na primeira fase, os quatro grandes iniciaram a disputa da semifinal em agosto daquele ano, com clássico no Morumbi entre São Paulo e Palmeiras. Eram 20 times em turno e returno, com seis meses de disputa. 

Apesar de ser o campeão brasileiro, o São Paulo fez campanha irregular na fase de classificação no Estadual e não ganhou clássicos. O técnico Cilinho apostava nos jovens Lê e Silas, de 22 anos, e em Muller, de 21, e cobrava mais seriedade do time. "Nos preocupamos bastante em conversar com os atletas, tomar consciência de que é preciso jogar sério. Vale mais do que horas de treinos", disse o técnico ao Estado na véspera.

O Palmeiras, de Carabina, confiava no goleiro Zetti e no atacante Mirandinha, que logo depois se tornaria o primeiro brasileiro a jogar no Campeonato Inglês. Após um empate sem gols no Morumbi no sábado, 15 de agosto, na volta o São Paulo venceu por 3 a 1 e foi à final.

Na outra semi, o jogo de alvinegros foi bem menos equilibrado. O Santos de Candinho tinha como grandes nomes os uruguaios Rodolfo Rodríguez e De León, compatriotas de Cárlos Sánchez, destaque do time atual de Sampaoli. 

O Corinthians, do treinador Formiga, contava com Biro-Biro no meio-campo e disputa acirrada entre os goleiros. Se Cássio hoje é o maior ídolo em atividade, naquela época a posição tinha dois da seleção das duas últimas Copas do Mundo: Waldir Peres, o titular, e Carlos.

"Tenho a felicidade de dirigir um grupo maravilhoso. De homens no mais puro sentido da palavra. Disciplinados, sérios, honestos, que honram a camisa que vestem", elogiou Formiga. O técnico corintiano foi à final após a equipe fazer 5 a 1 no Santos no primeiro onfronto e empatar sem gols na volta.

A decisão do título daquele ano (1987) reuniu São Paulo e Corinthians, times que conseguiram reverter a vantagem do empate dos seus rivais e superar um início ruim naquele Paulista. Os dois figuraram entre as defesas mais vazadas da competição.

A final foi realizada com os dois jogos no Morumbi. O São Paulo se tornou campeão após bater o rival por 2 a 1 no primeiro jogo e empatar sem gols no segundo.

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