Gilvan de Souza|Flamengo
Gilvan de Souza|Flamengo

Semifinal entre Flamengo e Vasco será em Volta Redonda e terá as duas torcidas

Prefeito da cidade confirma partida no estádio Raulino de Oliveira

Marcio Dolzan, O Estado de S. Paulo

22 Fevereiro 2017 | 17h58

O clássico entre Flamengo e Vasco, pela semifinal da Taça Guanabara, será disputado no sábado de carnaval com a presença das duas torcidas. Mas, diferentemente do que se espera de uma partida que reúne as duas maiores torcidas do Estado do Rio, o jogo não acontecerá na capital fluminense, onde o Engenhão poderia ser utilizado. A alegação é falta de segurança. O confronto será em Volta Redonda, a 100 km da capital e em um estádio que comporta apenas 20 mil torcedores.

Foi o que ficou decidido em audiência de quase quatro horas realizada nesta quarta-feira no Fórum Central, no Rio. O encontro foi convocado pelo juiz Guilherme Schilling Pollo Duarte, do Juizado Especial do Torcedor e dos Grandes Eventos, que na semana passada acatou liminar pedida pelo Ministério Público do Rio obrigando os clássicos cariocas a serem disputados com torcida única. Nesta quarta, ele reconsiderou a decisão e autorizou a realização desse jogo com torcida dividida.

A audiência foi necessária porque a Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (Ferj) não conseguiu encontrar um estádio fora do Estado para mandar o clássico. A entidade chegou a anunciar a partida em Juiz de Fora, mas a prefeitura da cidade mineira não autorizou por considerar que não conseguiria garantir a segurança durante o carnaval.

Aí, criou-se um impasse, sobretudo com o Vasco de Eurico Miranda. Por ter se classificado à semifinal com pior campanha do que o adversário, o clube teria que jogar a partida com o Flamengo sem a presença de seus torcedores. Eurico afirmou que, nesses termos, o time não entraria em campo.

INDEFINIÇÃO

Nesta quarta, após a Justiça do Rio autorizar o clássico com duas torcidas, a opção mais óbvia seria mandar o jogo para o Engenhão, já que o Maracanã permanece fechado. A Polícia Militar, contudo, vetou o local. A alegação é de que não há efetivo suficiente para garantir a segurança do jogo e dos blocos de carnaval que estarão espalhados pela cidade, além do policiamento nas praias.

CHIADEIRA

A Ferj, então, mudou o jogo para o Raulino de Oliveira, em Volta Redonda, local em que estava marcada a outra semifinal da Taça Guanabara, entre Fluminense e Madureira. Faltou definir os horários, o que ainda não havia ocorrido até o fechamento desta edição.

A mudança desagradou o tricolor carioca – que terá que jogar no acanhado Los Larios, em Duque de Caxias – e manteve a insatisfação de Eurico Miranda. “O que eu depreendi disso tudo é uma falência da segurança pública. A Polícia Militar dizer que não garante nem Vasco e Flamengo, nem Fluminense e Madureira se o jogo fosse realizado no Nilton Santos. Vou dizer o quê?”, questionou Eurico, reclamando também como cidadão da insegurança na cidade. “Não posso ter relógio, nada, porque segurança não existe. A polícia não dá segurança.”

Presidente da Ferj, Rubens Lopes anunciou que a partida entre Flamengo e Vasco estava marcada para Volta Redonda sem antes confirmar com a prefeitura da cidade. “Se não for lá, não temos outro estádio. Aí a possibilidade de adiamento é grande”, afirmou.

Ao saber pela imprensa sobre a escolha, o prefeito de Volta Redonda, Samuca Silva (PV), emitiu nota informando que o Raulino de Oliveira não poderia sediar o jogo. Foi só então que Lopes entrou em contato com ele e garantiu que a PM havia prometido reforço na segurança. O prefeito, então, liberou o estádio. Nesta quinta-feira, um encontro definirá o esquema de segurança. Isso se não houver um novo impasse.

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