Felipe Rau/Estadão
Felipe Rau/Estadão

'Sempre há muita cobrança para quem vem da base'

Meia do São Paulo projeta chances no time de Muricy

Entrevista com

Boschilia

Ciro Campos, O Estado de S. Paulo

05 Março 2015 | 07h00

Boschilia completa 19 anos nesta quinta-feira e é uma das apostas do São Paulo para o futuro. O meia já começa a chamar a atenção dos grandes europeus, como o Barcelona, e vai ter este ano como grande vitrine a chance de jogar o Mundial Sub-20 na Nova Zelândia. Em entrevista exclusiva ao Estado o jogador falou sobre os planos para a carreira e as cobranças de Muricy Ramalho. 

Quem vem da base recebe muita cobrança para corresponder?

Sim, sem dúvida. Essa pressão é natural, porque o clube investe na base e tem que ter o retorno esperado. A gente tem que encarar isso como um desafio, superar e mostrar o potencial, como o Lucas conseguiu fazer.

O Barcelona tem te monitorado e está de olho no seu futebol. Como recebeu essa notícia?

Vi pelos sites. Até um amigo meu me chegou a mandar o que saiu de notícia. Mas até agora ninguém falou nada para mim. Eu fiquei muito feliz de saber que o meu trabalho tem sido reconhecido. 


Como faz para manter o foco diante de tanta especulação?

O jogador tem que deixar os empresários cuidarem. Enquanto não tiver o negócio concreto, não preciso me preocupar. Tem que manter o foco no meu trabalho, até para não atrapalhar meus resultados.

Você tem medo de escolher a hora errada de se transferir e prejudicar a carreira?

Temos que arriscar, como tudo na vida. Posso ir cedo e me dar muito bem, como também pode dar errado. Nunca pensamos que vamos fazer alguma aposta e se arrepender.

Quais as dificuldades que os garotos da base enfrentam quando sobem ao profissional?

O futebol é mais calmo, na base é muita correria. Aos poucos, a gente vai aprendendo e até ajuda, no nosso caso, conseguir trazer para o time de cima o futebol moleque.

O que o Muricy mais te cobra?

Ele sempre fala para nós, mais jovens, aprimorar a parte física e tentar adquirir o máximo de experiência. Também escuto bastante que tenho bater falta, para aprender. 


São Paulo tem um elenco qualificado. Como Muricy pensa te aproveitar?

O São Paulo tem um elenco muito forte, mas as oportunidades que ele tem me dado, eu tenho correspondido muito bem. O Muricy sabe do meu potencial e sempre que precisar, estarei à disposição para tentar agarrar da melhor forma possível para pegar meu espaço no grupo.

Como foi para superar o corte na seleção sub-20 antes do Sul-Americano?

Fiquei chateado, porque nenhum jogador quer ficar de fora das competições importantes. Mas essa dificuldade a gente vai encontrar sempre no futebol. Temos que levantar a cabeça, até porque vem um Mundial e será outra convocação. Se for bem no São Paulo, tenho mais chances de participar desse torneio.

As mudanças no comando das categorias de base da seleção podem te favorecer?

Acho que independente de mudança de treinador ou de comissão técnica, eu tenho que focar no meu trabalho e mostrar serviço. Se fizer isso, quem estiver lá sempre vai reconhecer o que venho fazendo.

A sua geração no futebol brasileiro é a que vai lutar pelo ouro olímpico em 2016. Vocês estão prontos?

Precisamos dar um pouco mais de si. Todos temos potencial, mas ainda temos que melhorar, porque vamos ter uma grande pressão para as Olimpíadas.

Você herdou a camisa 8, do Kaká. Como foi a convivência com ele?

Fiquei feliz por vestir a camisa que foi de um ídolo. Ele nem precisava me dar conselho, só pelas atitudes dele já era possível tirar aprendizado. Sempre que conversamos, ele me ajudou, deu conselhos, tanto na hora da tristeza, como nas brincadeiras.

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