Issouf Sanogo/AFP
Issouf Sanogo/AFP

Senegal tenta manter os pés no chão antes de enfrentar o Japão

Depois de vencer a Polônia na estreia da Copa do Mundo da Rússia, equipe africana adotou discurso cauteloso

Estadão Conteúdo

22 Junho 2018 | 19h00

A vitória surpreendente da seleção de Senegal sobre a Polônia, na estreia da equipe na Copa do Mundo, não deixou a seleção africana acomodada. O discurso do lado senegalês é o de manter a cautela e frear a empolgação antes do duelo com o Japão, no próximo domingo, às 12 horas (de Brasília), em Ecaterimburgo.

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"Não devemos esconder o fato de que o próximo jogo contra o Japão será muito difícil. Faremos de tudo para vencer", disse o zagueiro Koulibaly, que defende o Napoli no futebol italiano. O duelo tem ainda mais peso pois vale a liderança do Grupo H, hoje dividida entre as duas equipes.

Autor de um dos gols da vitória da seleção de Senegal sobre a Polônia, na estreia da equipe na Copa do Mundo, o atacante Niang chamou atenção do elenco para a maneira "viva e alegre", como o Japão atua.

"Eles têm um estilo de jogo baseado na alegria, vivacidade. Cabe a nós ficarmos atentos", disse o atacante do Torino, da Itália, que marcou um gol polêmico diante dos poloneses. Após ser atendido pelos médicos foram de campo, ele recebeu autorização do árbitro para voltar, entrou em velocidade e aproveitou vacilo da zaga adversário para roubar a bola e balançar as redes.

 

A humildade também se faz presente no elenco senegalês. Sadio Mané, principal jogador da equipe e astro do Liverpool, da Inglaterra, foi o capitão na primeira partida, já que o volante Cheikhou Kouyaté, que costuma usar a braçadeira, começou o jogo entre os reservas. Quando o volante entrou na partida, Mané protagonizou um gesto de respeito e humildade com o companheiro.

"É verdade que quando Cheikhou entrou (na partida contra a Polônia) eu tentei devolver a ele a braçadeira porque ele é o capitão. Mas ele me pediu para ficar. Gostaria de agradecer Cheikhou pela humildade", afirmou Mané.

 

 

 

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