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Sequência de Weverton ameaça futuro de Prass e Jailson no Palmeiras

Ascensão de antigo terceiro goleiro coincide com aniversários e fim de contrato dos dois colegas de posição

Ciro Campos, O Estado de S. Paulo

24 de julho de 2018 | 05h00

A volta das competições oficiais depois do fim da Copa do Mundo decretou uma grande reviravolta entre os goleiros do Palmeiras. Antes a terceira opção para o setor, Weverton se firmou como titular do time e agora pressiona até mesmo o futuro no clube dos dois antigos donos da posição, Jailson e Fernando Prass.

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A ascensão do antigo reserva ao posto de principal goleiro coincide com um período complicado para os dois colegas. Neste mês de julho Jailson completou 37 anos, Prass fez 40 e ambos entraram em fase final de contrato com o Palmeiras. A veterana dupla tem vínculo válido até o fim do ano e já pode, portanto, assinar um acordo prévio com outra equipe e saírem livremente, se assim desejarem.

A situação dos dois está indefinida no momento. Em entrevista em maio ao canal Fox Sports o presidente do Palmeiras, Mauricio Galiotte, mencionou o plano de se iniciar conversas para renovar com Jailson. Porém os contatos ainda não começaram. O clube entende não ser necessário ter pressa para cuidar do assunto e considera como prioridade no momento a disputa das competições.

No caso de Prass a continuidade no clube parece mais difícil. No ano passado o goleiro passou pela mesma situação de suspense. O contrato estava no fim, a negociação demorou para ter um desfecho e somente em novembro o acordo acabou selado. O vínculo foi esticado por um ano.

Ídolos da torcida, Jailson e Prass são queridos no clube por colegas e funcionários. Os dois demonstraram em ocasiões anteriores profissionalismo para aceitar a condição de reserva sem reclamar. A postura levou inclusive o técnico Roger Machado a abrir rodízios pontuais no gol, algo incomum para a posição. Prass, por exemplo, foi titular e defendeu até pênalti em jogo da Copa Libertadores contra o Junior Barranquilla. Jailson havia ganhado descanso naquela noite.

A disputa acirrada no gol mexeu com o Palmeiras desde o começo do ano. Contratado por cinco anos, Weverton começou os treinos de pré-temporada como titular, para depois dar lugar a Jailson, escolhido como o dono da posição, com Prass como o segundo reserva.

A hierarquia teve alterações recentemente. Weverton ganhou espaço nos amistosos de intertemporada na América Central, ao ser escolhido como titular enquanto Prass estava machucado. Isso faz o ex-goleiro do Atlético-PR ter atuado sete vezes no ano, ante só quatro participações de Prass. Jailson jogou 34 vezes.

"Tenho três goleiros em alto nível, me deixa tranquilo para iniciar os jogos. Weverton vai ter a sequência dele, como o Jailson teve", explicou Roger nos últimos dias. "São dois goleiros que também têm totais condições de jogar, já fizeram história e mostraram potencial no clube. Só por aí já dá para ver o tamanho da minha responsabilidade", comentou Weverton sobre os concorrentes.

A evolução de Weverton deixa a diretoria satisfeita por cumprir o plano de transformá-lo no titular. O jogador foi contratado para receber essa função e ser preparado para assumir a vaga dos dois outros colegas, já bem mais veteranos. O Palmeiras inclusive pagou R$ 2 milhões para ter o reforço quatro meses antes do fim do vínculo com o Atlético-PR.

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