Serenidade de Oswaldo cativa clubes

Por que todos estavam atrás de Oswaldo de Oliveira, como se fosse a mina de ouro no meio de uma região miserável? Seu currículo é bom, mas não tem nada de extraordinário. Com o Corinthians, foi campeão brasileiro e mundial e, no Vasco, foi demitido pouco antes de a equipe conquistar a João Havelange e a Mercosul, no ano passado.Os dirigentes de Corinthians e Palmeiras dizem ter uma boa resposta. "Ele tem o nosso perfil exato, é tranqüilo, sabe lidar com os jogadores e é uma pessoa séria, profissional", analisou Sebastião Lapola, diretor de Futebol do Alviverde.Oswaldo, no meio futebolístico, não é conhecido como um estrategista, capaz de mudar o resultado da partida com uma substituição genial. Prefere, contudo, fazer o simples, sabe usar a linguagem do jogador e nunca se isenta da responsabilidade em ocasiões difíceis, quando seu time perde um jogo, ao contrário de vários outros colegas.Por isso, há pouco mais de um ano, recebeu elogios do atacante Romário, um dos que trabalharam nos bastidores para levá-lo à seleção brasileira. "Técnico bom é aquele que não inventa e, por isso, o Oswaldo é bom", declarou.

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