Serginho: ação penal por homicídio culposo

O presidente do São Caetano, Nairo Ferreira de Souza, e o médico do clube, Paulo Forte, conseguiram hoje habeas-corpus no Superior Tribunal de Justiça (STJ) que lhes garante o direito de responder a uma ação por homicídio culposo (sem intenção) em decorrência da morte do jogador Paulo Sérgio de Oliveira da Silva, o Serginho, ocorrida em outubro de 2004. O jogador morreu após ter sofrido uma parada cardiorrespiratória no gramado do Estádio do Morumbi durante um jogo com o São Paulo pelo campeonato brasileiro. Ele recebeu um primeiro atendimento em campo e chegou a ser levado para um hospital, mas não resistiu. Com a decisão do STJ, Souza e Forte se livraram do risco de responder por dolo eventual, cujo julgamento é de competência do Tribunal do Júri. O Ministério Público havia classificado o episódio como homicídio com dolo eventual e motivo torpe porque os dois não teriam impedido a escalação de Serginho apesar de terem conhecimento de que ele tinha problemas no coração. O advogado do médico afirmou que um cardiologista que acompanhou os exames nos quais foi descoberto o problema não teria feito advertência escrita, prescrição de tratamento ou proibição expressa para que ele participasse de jogos. Segundo o advogado, foram feitas apenas recomendações orais para que fosse evitado esforço.

Agencia Estado,

13 de dezembro de 2005 | 17h32

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