Serginho: depois do drama, o cuidado

A morte em campo do zagueiro Serginho, do São Caetano, há um ano exatamente, no Estádio do Morumbi, fez dirigentes passarem a levar a sério o socorro aos atletas durante os jogos e treinos. Quase todos os clubes, da primeira divisão do Brasileiro pelo menos, adquiriram o desfibrilador, aparelho que poderia ter salvado o jogador. O São Caetano, traumatizado com o episódio, além de comprar o desfibrilador, afastou do futebol o atacante Fabrício Carvalho, de 26 anos. Exames realizados em janeiro detectaram arritmia e suspeita de problemas no músculo do coração, quadro similar ao diagnosticado em Serginho antes do falecimento. Entre os grandes paulistas e cariocas, não foi necessário fazer compras ou marcar consultas às pressas. No São Paulo, os exames sempre fizeram parte da rotina de avaliação dos jogadores. Já o Palmeiras passou a se preocupar também com as categorias de base. E no Corinthians, desde 1998, todos os atletas são submetidos a uma bateria de testes físicos e clínicos.Os quatro maiores do Rio já faziam check-ups no início das temporadas. Em janeiro, o volante Ygor e o zagueiro Ciro, ambos de 23 anos, foram afastados pelo Vasco após exames detectarem que eles tinham arritmia cardíaca. Hoje, os dois estão recuperados e atuando. Os principais estádios do Rio são equipados com desfibriladores. Em Pernambuco, Santa Cruz, Sport e Náutico adotaram exames cardiológicos rigorosos e todos passaram a contar com desfibriladores.No Atlético-MG, o caso Serginho foi determinante para a contratação de um médico cardiologista para atuar nas categorias de base do clube. O Paraná é um dos poucos que ainda não possui o desfibrilador. O médico do Atlético-PR, Paulo Brofman, lembrou que, por ter tido no elenco o atacante Washington, com problemas cardíacos, o clube já mantinha estrutura para emergências.

Agencia Estado,

27 de outubro de 2005 | 09h35

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