Serginho tinha vontade de ser dirigente

Serginho havia confidenciado a amigos e familiares que tinha a pretensão de se tornar um dirigente esportivo. Um dos símbolos da meteórica ascensão do São Caetano no futebol brasileiro, que fez parte da equipe vice-campeã nacional em 2000 e 2001, ele considerava o clube do ABC paulista um excemplo de gestão a ser copiado. De acordo com o sogro do atleta, Luzio Nunes, a aspiração do zagueiro era após encerrar a carreira tornar-se presidente do Social, agremiação de Coronel Fabriciano, na qual iniciou sua vida profissional. "O sonho dele era encerrar a carreira e se tornar presidente do Social. Ele queria fazer um São Caetano em Coronel Fabriciano", disse. Serginho tinha uma ligação muito forte com a cidade do Vale do Aço mineiro, onde conheceu sua futura esposa e era dono de vários imóveis. O zagueiro também costumava promover ações sociais em benefício da população carente do município. Recentemente, andava entusiasmado com realização de um jogo beneficente, programado para o final deste ano. Serginho convidou os companheiros de clube de São Caetano e, segundo o sogro, pretendia transformar a partida em uma "grande festa". "Ele sempre olhou para a região com muito carinho. Tinha carinho pelas pessoas e pela cidade. Queria construir sua vida aqui", observou Nunes.

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