Serginho vira professor dos atacantes

O técnico Gallo escalou um especialista para resolver o maior problema que o time enfrenta: as conclusões a gol. O auxiliar técnico Serginho Chulapa recebeu a missão de passar para Geílson, Diego, Frontini e Douglas tudo o que for possível graças à sua experiência como maior artilheiro do São Paulo e um dos principais do Santos. Esse trabalho começou agora, na intertemporada de Atibaia (SP). "Não havia tempo para treinar os fundamentos e, com a folga na tabela, intensificamos esse trabalho", disse o ex-centroavante que não contou os gols que fez em sua carreira, mas que calcula: "com certeza, foram mais de 450".Frontini é um dos cinco atacantes do Santos que disputam as duas vagas no ataque santista, abertas com a saída de Robinho e Deivid, e que estão recebendo uma atenção especial por parte de Serginho. O jogador comenta a experiência: "o Serginho é uma pessoa experiente, um centroavante nato e a gente procurar tirar o que ele fez na carreira deles, que foi os gols, e ele ajuda muito nos orientando."Quando jogava, Serginho não era do tipo de jogador que morria de amores pelos treinos. Hoje, acha que eles são importantes. "Os atletas brasileiros querem ir embora assim que o treino termina, mas é muito importante que façam uma meia horinha a mais de treinamento de finalização", comentou.Sobre o trabalho que realiza, disse que procura passar os fundamentos característicos dos atacantes. "O jogador tem de saber o que fazer naquele determinado momento dentro da área, precisa pensar rápido". Ele olha os novos centroavantes, acredita que irão vencer, mas admite que a função mudou muito. "Não tem mais jogador como eu fui e os atuais são mais rápidos e buscam mais jogo."Entre um conselho e outro, Serginho esbanja ainda nos rachões alguns lances que fizeram o delírio do torcedor do passado. Como numa tentativa recente de gol. Estava na lateral da área, de costas, e bateu de calcanhar, cruzado. A bola subiu, encobriu o goleiro e acabou batendo no travessão por cima.Próximo jogo - O objetivo do Santos está bem definido: vencer o Atlético-MG, domingo, no Mineirão, para poder respirar mais aliviado nos dois jogos seguintes, contra Palmeiras e Fluminense. "Primeiro precisamos pensar no Atlético para aumentar nosso número de pontos e depois, jogando em casa contra o Palmeiras, a torcida vai nos apoiar", disse Elton, que reconhece a má atuação do time no domingo na Vila Belmiro, no jogo contra o Flamengo.O volante Zé Elias chama a atenção para a dificuldade que seu time enfrentará em Belho Horizonte: "a má colocação do adversário, que está na zona de rebaixamento, provoca uma pressão psicológica muito grande sobre os jogadores e dificulta o jogo, além da motivação a mais de vencer o Santos que é um time que luta pelo título", comentou.Reforços - As negociações para a aquisição de reforços não evoluíram nesta quinta-feira e o tempo para na inscrição de jogadores no Brasileirão está se esgotando. A diretoria tem até sexta-feira para registrar atletas na CBF e, com a recusa de Vágner Love, novos contatos estão sendo mantidos para a contratação de Luizão. Em relação ao volante Bóvio, o impasse continua: o Santos quer antecipar a renovação do contrato para lucrar com a transação do jogador com o Málaga e o atleta não concorda, preferindo cumprir seu contrato até o dia 5 de dezembro e, aí sim, definir seu futuro.

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