Sérgio assume culpa pela derrota

"Errei. Peço desculpas, mas errei. Pedir desculpas à torcida é a única coisa que eu posso fazer agora, mas acho que não vai adiantar muito". Sérgio desabafou o jogo. O goleiro, que cometeu uma falha bisonha no gol de Jô, assumiu a responsabilidade pela derrota do Palmeiras para o Corinthians por 1 a 0, no Morumbi, neste domingo, em jogo válido pela 27ª rodada do Campeonato Brasileiro. O lance aconteceu aos 42 minutos do primeiro tempo. Após um escanteio cobrado da direita do ataque corintiano, Sérgio saiu em falso. A bola sobrou para Jô, que só completou de cabeça para o gol vazio. Desolado, Sérgio tirou o boné branco que usava, jogou longe, baixou a cabeça e se lamentou. Foi imediatamente consolado pelos companheiros. E, na saída de campo, evitou culpar o sol, que batia forte na sua cara, pela falha. "O sol não me atrapalhou, não. Fui eu que errei mesmo. A bola veio rodando, fui dar um soco, peguei mal e ela foi para trás. Paciência. Errei". A falha de Sérgio no gol de Jô lembrou outra do próprio goleiro contra o mesmo Corinthians, também no Morumbi. Em jogo válido pelo Campeonato Brasileiro de 2001, Sérgio foi ofuscado pelo sol num escanteio cobrado por Renato. Resultado: gol olímpico do Corinthians, que acabou vencendo o jogo por 4 a 2. No segundo tempo, Sérgio procurou se redimir. Fez três defesas impressionantes, à queima-roupa. "Mas aí não adiantava mais. Por causa da minha falha, tentamos ir para cima na segunda etapa, mas o Corinthians foi inteligente, soube se defender e administrar o resultado", disse o goleiro. Para Sérgio, apesar de os jogadores do Corinthians terem criado as melhores chances de gol na segunda etapa, o Palmeiras merecia o empate. "Tivemos que abrir e eles apareceram nos contra-ataques, mas nos esforçamos bastante atrás do gol, que, infelizmente, acabou não saindo", disse. "Tentamos para valer. Não deu". Para o zagueiro Nen, a falha de Sérgio "foi uma infelicidade. O jogo estava tranqüilo, nosso time não estava sofrendo pressão, e o gol acabou saindo numa jogada isolada".

Agencia Estado,

29 Agosto 2004 | 18h39

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