Portuguesa/Divulgação
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Série A2 do Campeonato Paulista tem regulamento novo e promessa de equilíbrio

Equipes se enfrentam em turno único e depois avançam para as quartas de final da segunda divisão estadual

Redação, O Estado de S.Paulo

18 de janeiro de 2019 | 04h30

A briga por duas vagas na elite do Campeonato Paulista vai começar neste sábado e a expectativa é que a Série A2 de 2019 seja marcada por muito equilíbrio. Antes da bola rolar, fica difícil apontar os candidatos ao acesso. Tudo pode acontecer com os 16 clubes, mas é bom não bobear nas primeiras rodadas, pois a primeira fase é tiro curto e um início ruim pode custar caro lá na frente.

O regulamento sofreu mudanças em relação ao ano passado, quando apenas os quatro melhores avançavam para as semifinais. Em 2019, os 16 clubes se enfrentam em turno único - 15 jogos - e os oito primeiros se classificam para as quartas de final, que, assim como as semifinais e a final, serão realizadas em jogos de ida e volta. Os finalistas conquistam o acesso à elite e o campeão garante vaga na Copa do Brasil de 2020. Já os dois piores da primeira fase serão rebaixados.

Além do acesso e da vaga na Copa do Brasil do próximo ano, o campeão da Série A2 recebe uma premiação de R$ 280 mil, enquanto que o vice fica com R$ 200 mil. Com exceção dos dois rebaixados, os outros clubes também receberão uma bonificação dependendo das suas colocações.

Após passar sufoco no ano passado e escapar do rebaixamento nas rodadas finais, a Portuguesa sonha com dias melhores e por isso trouxe um treinador que está acostumado a conquistar acessos no interior paulista. Trata-se do experiente Luis Carlos Martins, ex-Oeste, São Caetano e Mirassol, entre outros.

Dentro de campo, os jogadores mais conhecidos são o zagueiro Flávio Donizete (ex-São Paulo), os meias Gerley (ex-Palmeiras) e Kleiton Domingues (ex-Cruzeiro) e o atacante Anderson Cavalo (ex-Guarani).

O tradicional XV de Piracicaba é outro que promete brigar pelo acesso à elite e vai ter no comando Tarcísio Pugliese, que estava fora do país, na Tailândia, e ficou marcado por bons trabalhos realizados no Luverdense e principalmente no Ituano. A Internacional, de Limeira (SP), e o Taubaté apostaram na continuidade dos trabalhos realizados por João Vallim e Marcelo Martelotte, respectivamente, para alcançarem os seus objetivos.

OS NOVATOS

São quatro "caras novas" nesta Série A2 em relação ao ano passado. Campeão da Série A3 de 2018, o Atibaia é um deles - vai mandar os seus jogos no estádio Benito Agnello, em Rio Claro (SP), pois seu estádio não tem a capacidade mínima para receber os jogos do campeonato -, assim como a vice-campeã Portuguesa Santista, que tem Sérgio Guedes (ex-goleiro de Santos e Ponte Preta) como treinador. Já Linense e Santo André tentam voltar à elite depois de terem sido rebaixados.

Entre os remanescentes do ano passado aparecem o Água Santa, que conta com apoio da cidade de Diadema (SP), e o Nacional, que tem o apoio de um grupo de empresários e pode surpreender. Animado pelo título da Copa Paulista e com a inédita participação na Copa do Brasil, o Votuporanguense também tem o apoio da cidade e um aparelhado estádio - o Plínio Marin. Com boa retaguarda financeira, o Sertãozinho tem condições de brigar por uma boa posição.

Por outro lado, outros clubes entram na competição sob suspeitas. São os casos de Juventus, Penapolense, Rio Claro e São Bernardo.

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