Série B: Marília se diz prejudicado

O apoio do Palmeiras ao sistema de turno único para o Campeonato Brasileiro da Série B foi recebido com desconfiança pelos dirigentes do Marília. O clube do interior de São Paulo, que fez investimentos prevendo 46 jogos ao longo do ano, acha que foi "seriamente prejudicado" pela decisão da CBF e da FBA (Futebol Brasil Associados), que abandonaram o sistema de turno e returno, com pontos corridos, adotado na Série A. O presidente Beto Mayo acha que "a mudança não está cheirando bem".Mayo garante que investiu o suficiente para montar um elenco forte e que esteja em condições de suportar a temporada num nível alto. Segundo ele, o sistema de dois turnos premiaria o time de maior regularidade, o que, no seu entender, não acontecerá agora. "Se passarmos à segunda fase, num simples jogo poderemos colocar toda a campanha por água abaixo. Não é justo", lamentou. Vice-campeão brasileiro da Série C do ano passado, o Marília contratou 12 reforços e planeja gastar perto de R$ 3 milhões até dezembro. Os outros três clubes do interior - União São João, Paulista de Jundiaí e Mogi Mirim - não se mostraram contra o sistema de turno único.A competição prevê a classificação dos oito primeiros colocados, ao final do turno. Os clubes serão então divididos em dois grupos de quatro. Chegam às semifinais os dois primeiros colocados de cada grupo. A nova tabela deverá ser divulgada na terça-feira. As entidades e estão na expectativa de que o Ministério dos Esportes consiga recursos junto a empresas estatais para ajudar na organização e também para cobrir parte das despesas dos clubes.

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