Série C reascende tradição do Come-Fogo

O tradicional clássico ribeirão-pretano Come-Fogo, entre Comercial e Botafogo, será revivido, depois de mais de quatro anos, a partir de domingo. Até lá, o mistério envolverá o confronto. O Botafogo, que não faz uma partida oficial desde 5 de abril, quando foi rebaixado da elite estadual para a Série A2, fez um jogo-treino, em Jacareí, na tarde desta terça-feira. Bem longe da cidade, para aumentar o clima de suspense e rivalidade. E os bombeiros até retiraram, a pedido da diretoria botafoguense, o casal de urubus que morava no estádio: vale a superstição para afastar o azar. O Comercial, por sua vez, estréia, nesta quarta-feira à noite, na Série C do Campeonato Brasileiro, fora de casa, contra o Sertãozinho. ?A nossa preocupação no momento é o Sertãozinho", discursa o técnico do Comercial, Pinho, afirmando que a competição nacional é importante, mas a maneira de seu time agir será a mesma da Copa Estado de São Paulo. ?A Série C exige mais responsabilidade e empenho." Pinho constatou, porém, o clima do Come-Fogo na cidade. ?Pode não ter público, mas a rivalidade é grande e chega a assustar, pois são duas torcidas apaixonadas por seus clubes." Pinho afirmou que não entrou no clima de mistério, apesar de ter dúvidas no esquema tático (4-5-1 ou 4-4-2) que adotará e só será divulgado no vestiário do Estádio Santa Cruz, do rival. Mas não esconde que o resultado desta quarta-feira também deverá ditar o ritmo de seu time, já que dois dos três times do grupo classificam-se para a próxima etapa da Série C. O time do Botafogo já foi até Aparecida orar por sua sorte na competição. O técnico Roberto Fonseca queria saber o ritmo de jogo da equipe e nesta quarta terá que avaliar os rivais Sertãozinho e Comercial. Talvez não vá assistir pessoalmente, pois, quando foi a um jogo do Comercial, no Estádio Palma Travassos, precisou sair escoltado pela polícia, pois a torcida comercialina não aceitou ver o espião ali. Mas, se Fonseca não for, outro espião irá. Talvez algum integrante da comissão técnica menos conhecido. Vale tudo para acender a velha rivalidade, que já derrubou técnicos e jogadores no passado.

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