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Pierre Albouy / Reuters
Pierre Albouy / Reuters

Sete das dez seleções sul-americanas poderão estar na Copa de 2026

Divisão de vagas foi anunciada em Zurique, com mudanças importantes e esvaziamento das Eliminatórias

Jamil Chade, correspondente em Genebra, O Estado de S.Paulo

30 de março de 2017 | 13h47

Por décadas, as Eliminatórias para a Copa do Mundo na América do Sul foram sinônimos de emoção, suspense, catimba e drama. Mas isso deve acabar. 70% das seleções da América do Sul poderão se classificar para a Copa do Mundo, esvaziando as Eliminatórias e obrigando a Conmebol a examinar novas formas de classificação para a próxima década. Nesta quinta-feira, a Fifa anunciou a divisão de vagas para a Copa de 2026, com 48 seleções. Pelos novos critérios, seis seleções sul-americanas terão vaga garantida, enquanto uma sétima disputará mais uma vaga. 

A decisão terá ainda de ser submetida ao Congresso da Fifa, em maio. Mas, ao ser já aprovada por todos os presidentes de confederações regionais, dificilmente o projeto será derrubado. 

Pela proposta, a Europa passa de 13 para 16 vagas na Copa, enquanto a Oceania, pela primeira vez, ganha uma vaga automática. Mas é a Ásia, Africa e Américas as que mais vão se beneficiar da expansão da Copa. Os africanos, por exemplo, passam a ter nove vagas, contra oito para a Ásia e seis para a Concacaf, região que até hoje tinha apenas três lugares no Mundial.

Mas é a América do Sul que, em termos proporcionais, mais vagas teria. Pelo projeto, o continente passa de quatro para seis vagas garantidas, entre as dez seleções que disputam as Eliminatórias. A sétima colocada ainda participaria de um torneio com um total de seis países de todos os continentes e que disputariam mais duas vagas. Na prática, sete das dez seleções sul-americanas poderiam estar na Copa. 

O novo torneio de repescagem seria a principal novidade. Os seis times já se enfrentariam no próprio país sede da Copa, seis meses antes do Mundial. O torneio ainda poderia substituir a função que hoje a Copa das Confederações tem de testar os estádios. Já a Copa das Confederações deve desaparecer e sua edição de 2017 seria a última.

Outra mudança importante pode ocorrer nas Eliminatórias Sul-americanas. Com sete seleções com chances de ir ao Mundial, o atual modelo do torneio, com dois anos de pontos corridos, pode estar ameaçado. O Estado apurou que a cúpula da Conmebol está avaliando diferentes modelos, entre eles o de estabelecer a Copa América como uma das formas de garantir vagas para o Mundial. 

A nova estrutura, porém, será debatida nos próximos dois anos, já que a entidade não ve pressa em determinar a forma de classificação para 2026. 

NOVATOS

A expansão de 32 para 48 seleções poderá trazer uma onda de novidades para a Copa, com seleções que jamais sonharam em estar no Mundial. Na África, por exemplo, o nono colocado no ranking da FIfa para a região é Burkina Faso e Congo. No caso da Concacaf, a expansão poderia ver até mesmo a entrada de Panamá ou Haiti, ambos na sexta colocação. No caso da Ásia, com oito vagas, até a Síria poderia brigar por uma vaga. No ranking, o país em plena guerra é o décimo colocado. 

AUTOMÁTICO

Pelas novas regras, a Fifa continua dando uma vaga automática para o país sede. Mas, se o torneio for realizado em uma região ou em três países, caberá à cúpula da entidade decidir quantas vagas serão dadas aos anfitriões. 

Criticada por clubes, a expansão da Copa também exigirá uma nova estrutura para receber 48 seleções, divididas em 16 grupos de três. Para isso, EUA, Canadá e México avaliam uma candidatura conjunta. Também se fala em uma proposta unindo Marrocos, Portugal e Espanha. 

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