Felix Ordonez/Reuters
Felix Ordonez/Reuters

Shevchenko se aposenta e agora mira carreira política

Veterano de 35 anos diz que este é o momento certo de pendurar as chuteiras e termina sua jornada profissional no Dínamo de Kiev, clube em que iniciou no futebol

AE-AP, Agência Estado

28 de julho de 2012 | 11h13

KIEV - O ex-atacante do Milan Andriy Shevchenko, que defendeu a Ucrânia na última Eurocopa, confirmou que está se aposentando do futebol depois de 17 anos atuando profissionalmente. Ao fazer o anúncio do seu adeus ao gramados, ele revelou que quer ingressar agora em uma carreira política.

O veterano jogador de 35 anos, que iniciou e agora termina a sua jornada profissional com a camisa do Dínamo de Kiev, afirmou ao site oficial do clube ucraniano que este é o momento certo de pendurar as chuteiras. "Desta vez eu tenho certeza. Meu futuro não ficará ligado ao futebol. Meu futuro agora é com a política", disse, que vinha defendendo a equipe ucraniana desde 2009.

Shevchenko ganhou cinco títulos ucranianos consecutivos nos anos 1990, marcando 60 gols, e alcançou fama mundial depois de ser contratado pelo Milan em 1999. Pelo time de Milão, ele balançou as redes 127 vezes e conquistou a Liga dos Campeões, o Campeonato Italiano e a Copa da Itália, sendo eleito também o melhor jogador do mundo pela prestigiosa premiação da revista France Football em 2004.

Após a passagem vitoriosa pelo Milan, o astro ucraniano se transferiu em 2006 para o Chelsea, pelo qual foi campeão da Copa da Inglaterra e da Copa da Liga Inglesa. Ele ainda voltou a atuar pela equipe italiana por empréstimo na temporada 2008/2009.

Na última Eurocopa, realizada em junho na Ucrânia e na Polônia, Shevchenko garantiu a festa da torcida ucraniana ao fazer os dois gols da vitória por 2 a 1 sobre a Suécia. Aquele, porém, foi o único triunfo da sua seleção na competição, na qual o time da casa acabou eliminado já na fase de grupos.

Shevchenko, por sua vez, anunciou a sua aposentadoria da seleção da Ucrânia durante esta Eurocopa, depois de marcar 48 gols em 111 partidas ao total pelo seu país. E, agora, ele confirma o adeus ao futebol de clubes e consequentemente aos gramados.

 

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