ALEX SILVA/ESTADÃO
ALEX SILVA/ESTADÃO

'Não estou inseguro', garante Sidão, após voltar ao gol do São Paulo

Jogador vê críticas exageradas sobre suas atuações: 'Tem muita gente tomando gol duvidoso e ninguém fala nada'

Renan Cacioli, O Estado de S. Paulo

05 Novembro 2018 | 11h00

O goleiro Sidão voltou a ser titular do São Paulo no empate em 2 a 2 contra o Flamengo, domingo, no Morumbi, após Jean, que tomara sua posição nas três partidas anteriores, cumprir suspensão. Mais uma vez, ele teve momentos de herói e de vilão. A torcida, como de costume, acabou mais pegando no pé do camisa 12 nas falhas do que aplaudindo nas defesas importantes. Apesar disso, ele se mostrou confiante quando foi perguntado, na zona mista, se estava se sentindo inseguro.

"Não, os jogos estão aí, fiz um ótimo Campeonato Brasileiro, tenho números favoráveis. Não estou inseguro não, cara. Fala-se muito mas se sabe pouco da posição, às vezes é até injusto o julgamento. Tem muita gente tomando gol duvidoso no Brasileiro e ninguém fala nada, e quando é comigo é diferente. Mas enfim. Não estou inseguro, não. Estou bem, trabalhando, e quando surge oportunidade tento dar o meu melhor", disse.

Sidão não perdeu posição para Jean por conta de lesão ou suspensão. Tratou-se de opção técnica mesmo de Diego Aguirre. Que Sidão disse acatar tranquilamente: "Primeiro, respeito a opinião da comissão técnica. Sou funcionário do São Paulo e estou à disposição como todos os atletas. Talvez a pressão externa por parte da torcida tenha pesado para que ele fizesse essa troca. Mas fizemos um ótimo primeiro turno e eu joguei todo o primeiro turno. Então nosso time caiu um pouco de produção e acaba sobrando para alguém. Mas tenho bagagem para suportar isso daí, o importante é o São Paulo ficar na parte de cima da tabela", afirmou.

Em outra pergunta, se a torcida exagerava nas cobranças, ele também se disse tranquilo: "Todo atleta que veste a camisa do São Paulo vai ser muito cobrado para ter grande desempenho. Tenho mais de 70 jogos com a camisa do São Paulo, não é qualquer pessoa que vem aqui e faz isso. Faz parte. O torcedor quer sempre vencer, então isso é normal".

Com contrato até o fim do ano que vem, ele não pretende deixar o clube antes do tempo. "Eu sou muito feliz aqui, já passei por isso, já fiquei na reserva, já entrei num momento bem ruim no ano passado, consegui dar a resposta, o time saiu de uma situação difícil. Enquanto o São Paulo contar comigo estarei sempre à disposição".

 

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